A Polícia Federal cumpriu desde a manhã desta quinta-feira (7) um mandado de prisão temporária e dez de buscas e apreensão contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI) na 5ª fase da Operação Compliance Zero. As ações, autorizadas pelo ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal, ocorrem simultaneamente no Piauí, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal.
A operação busca aprofundar investigações sobre esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. O STF também autorizou o bloqueio de bens, direitos e valores no montante de R$ 18,85 milhões.
Resposta da defesa
A assessoria jurídica do senador divulgou nota nesta manhã repudiando qualquer acusação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente no exercício parlamentar. De acordo com o comunicado, Nogueira reitera seu comprometimento em contribuir com a Justiça e se coloca à disposição para esclarecimentos, negando qualquer participação em atividades ilícitas.
Os advogados do senador, entre eles Antônio Carlos de Almeida Castro (Kakay), questiona a proporcionalidade das medidas investigativas baseadas em troca de mensagens, sugerindo que a questão será analisada pelas cortes superiores em breve, assim como ocorreu com o uso de delações premiadas.
Histórico da operação
Na 4ª fase da Compliance Zero, realizada em 16 de abril, foram presos preventivamente Paulo Henrique Costa, ex-presidente do banco público do Distrito Federal, e o advogado Daniel Monteiro, operador jurídico-financeiro do esquema. Ambos estão ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, detido desde março.
Nas quatro primeiras fases, a PF cumpriu 96 mandados de busca em seis estados. A Justiça determinou bloqueio de bens de suspeitos até R$ 27,7 bilhões e afastamento de investigados de cargos públicos.












