A Polícia Civil do Distrito Federal cumpriu, nesta quinta-feira (7), dezessete mandados de busca e apreensão contra dois funcionários do Banco de Brasília, um servidor público federal e empresários investigados por movimentar irregularmente cerca de R$ 15 milhões. A Operação Insider investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e corrupção envolvendo operações autorizadas por um gerente de agência.
Os investigados tiveram suas contas bancárias bloqueadas em R$ 15 milhões pela Justiça, além de terem oito veículos de luxo e um imóvel no Distrito Federal bloqueados para eventual apreensão. As operações estão sendo coordenadas pelo Ministério Público distrital e contam com apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro, com buscas executadas também em São Paulo.
Segundo os investigadores, já foram identificadas transferências bancárias entre os suspeitos, inclusive por contas ligadas a empresas dos envolvidos. Há indícios de ocultação patrimonial realizada através da compra de veículos de alto valor e movimentação fracionada de recursos. A investigação também apura irregularidades em operações estruturadas na BRB DTVM, a distribuidora de títulos e valores mobiliários do banco.
Se condenados, os suspeitos podem responder por corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro, crimes que somam pena máxima de 30 anos de prisão. O banco informou que identificou as irregularidades em maio de 2025 e acionou imediatamente as autoridades competentes, prometendo colaboração contínua com a investigação.
Crise institucional no BRB
O caso ocorre em meio à crise enfrentada pela instituição após a Operação Compliance Zero, iniciada em novembro de 2025. A investigação da Polícia Federal expôs um esquema fraudulento envolvendo o Banco Master, controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro. O BRB acumulou prejuízos bilionários ao adquirir créditos financeiros do Master, movimento que técnicos do banco haviam recomendado evitar.
O escândalo resultou no afastamento e posterior prisão de Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB. Nesta quinta, a PF deflagrou a quinta fase da operação, mirando o senador Ciro Nogueira, presidente do Partido Progressista, seu irmão Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, o primo de Daniel Vorcaro Felipe Cançado Vorcaro e outros suspeitos de integrar esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes contra o sistema financeiro.












