Brasília (DF) – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, endureceu o tom e cobrou que o Ministério da Justiça e o Itamaraty agilizem os trâmites para trazer Carla Zambelli de volta ao Brasil. A ex-deputada, que possui cidadania italiana, encontra-se detida no presídio de Rebibbia, em Roma, enquanto aguarda o desenrolar de processos que envolvem condenações que, somadas, chegam a quase 16 anos de prisão.
A cobrança de Moraes surgiu após uma solicitação da Coordenação-Geral de Extradição, que buscava novas garantias sobre o regime de cumprimento de pena da ex-parlamentar. O ministro foi direto: em despacho publicado nesta quarta-feira (20), ele pontuou que a documentação necessária — devidamente traduzida para o italiano — já havia sido enviada aos órgãos competentes em novembro passado. A ordem agora é clara para que ambas as pastas cumpram o que falta para viabilizar o retorno da ex-deputada.
Zambelli foi condenada pelo STF a 10 anos e 8 meses por orquestrar a invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça. Além disso, acumula uma sentença de 5 anos e 3 meses por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, referente ao episódio em que perseguiu um homem pelas ruas de São Paulo na véspera do segundo turno eleitoral de 2022. Embora a Justiça italiana tenha emitido pareceres favoráveis à extradição, a defesa ainda aposta em recursos na Corte de Cassação, alegando perseguição política.
Se o processo for concluído com sucesso, o destino da ex-deputada já está traçado: ela deverá cumprir a pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, a Colmeia. O martelo final, contudo, ainda depende do ministro da Justiça da Itália, a quem cabe a palavra definitiva sobre a transferência da custodiada para solo brasileiro.












