Brasília (DF) – A Comissão Especial que discute a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e o fim da escala 6×1 adiou a apresentação do parecer do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-PB). O texto, originalmente previsto para esta quarta-feira (20), agora deve ser conhecido apenas na segunda-feira (25). O presidente do colegiado, Alencar Santana (PT-SP), justificou a pausa pela necessidade de costurar acordos sobre a regra de transição.
O cenário é de forte pressão. De um lado, setores do empresariado e parlamentares do Centrão e da oposição articulam uma transição de 10 anos. Eles defendem medidas como a redução do recolhimento do FGTS de 8% para 4% e a exclusão de categorias consideradas essenciais — áreas como saúde, segurança e infraestrutura — da nova jornada. Emendas nesse sentido, como as dos deputados Sérgio Turra (PP-RS) e Tião Medeiros (PP-PR), já somam mais de 170 assinaturas cada.
O governo, por sua vez, resiste a prazos tão longos e à redução de encargos trabalhistas. Nos bastidores, Prates busca um meio-termo, sinalizando uma transição entre dois e quatro anos. Apesar do adiamento, o cronograma para a votação final do texto na comissão, marcado para 26 de maio, segue confirmado. Santana garante que o foco permanece na proteção do trabalhador, embora o debate sobre o impacto econômico dessas mudanças ainda prometa movimentar Brasília nos próximos dias.












