Brasília (DF) – O Supremo Tribunal Federal tem encontrado barreiras burocráticas para localizar o deputado federal Mário Frias (PL-SP). O parlamentar é alvo de uma apuração preliminar que investiga o repasse de R$ 2 milhões em emendas parlamentares para o Instituto Conhecer Brasil, entidade ligada à Go Up Entertainment — produtora responsável pela cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, intitulada “Dark Horse”.
A tentativa mais recente ocorreu nesta segunda-feira (18), quando um oficial de justiça esteve no endereço indicado pela Câmara dos Deputados em Brasília. O porteiro do prédio foi categórico: Frias não reside ali há pelo menos dois anos. Antes disso, no dia 13, uma secretária do gabinete do deputado alegou que ele estaria em uma “missão internacional” sem previsão de retorno, frustrando as tentativas de intimação que se arrastam desde março.
O ministro Flávio Dino, relator do caso, determinou que o parlamentar fosse localizado após uma representação da deputada Tabata Amaral (PSB-SP). Enquanto o STF busca notificá-lo, Frias defende a legalidade dos repasses, amparado por um parecer da Advocacia da Câmara. A controvérsia ganhou tração após o The Intercept revelar diálogos entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro sobre o financiamento do longa-metragem.













