Rio de Janeiro (RJ) – A definição dos 26 nomes escolhidos por Carlo Ancelotti para defender o Brasil na Copa do Mundo gerou uma expectativa singular sobre a presença de Neymar. O atacante, que se prepara para disputar o quarto e último mundial de sua trajetória profissional, não conseguiu esconder a emoção ao ter seu nome confirmado durante o evento oficial realizado no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, na última segunda-feira (18).
No dia seguinte, o camisa 10 abriu as portas de sua intimidade ao publicar, em seu canal no YouTube, os registros dos bastidores da convocação. Acompanhado por amigos e familiares em sua residência em Santos, São Paulo, o jogador viveu momentos de forte comoção ao lado da esposa, Bruna Biancardi. Logo após a oficialização, ele buscou o abraço de figuras fundamentais em sua carreira, como o fisioterapeuta Rafael Martini e o preparador físico Ricardo Rosa, profissionais que o acompanham desde o início de sua trajetória no Santos, há mais de uma década.
Emoção e apoio entre os convocados
O ambiente de celebração contou também com a presença do atacante Gabriel Barbosa, companheiro de Neymar no Santos desde o início do ano. Em um gesto de admiração, Gabigol reforçou o merecimento do colega, a quem considera seu maior ídolo no futebol, destacando que a convocação é fruto de um trabalho consistente. Logo após o anúncio, Neymar conectou-se por chamada de vídeo com Raphinha, atacante do Barcelona e também presente na lista de Ancelotti, reforçando os laços de amizade e a determinação do grupo para o desafio que se aproxima.
Aos 34 anos, Neymar ostenta a marca de maior artilheiro da história da seleção brasileira em partidas oficiais, somando 79 gols em 125 exibições. O caminho até esta Copa, contudo, não foi simples. Afastado dos gramados desde outubro de 2023 devido a uma lesão grave no ligamento cruzado anterior e no menisco do joelho direito, o jogador viu sua participação no mundial que será sediado nos Estados Unidos, México e Canadá ser colocada sob dúvida durante boa parte do ciclo preparatório.
O alívio após a confirmação da vaga transpareceu em suas palavras. O atacante descreveu o choro como uma manifestação de felicidade genuína, ressaltando o esforço compartilhado com aqueles que acompanharam sua recuperação. Ele agradeceu o apoio constante dos torcedores brasileiros e declarou que o grupo está unido em um único objetivo: entregar tudo em campo para trazer o título ao país e encerrar seu ciclo em Copas com o protagonismo que sempre buscou.
A expectativa de veteranos e estreantes
A convocação foi recebida com celebrações em diversos contextos. O goleiro Weverton, que esteve presente no Mundial de 2022, comemorou a notícia no Grêmio, sendo recepcionado por funcionários e companheiros em uma festa organizada pelo clube. Para ele, representar o Brasil novamente é motivo de gratidão e honra, renovando o sonho de alcançar o hexa. Já o zagueiro Marquinhos, capitão do Paris Saint-Germain e veterano de duas Copas, compartilhou a ansiedade do momento ao lado da família, admitindo que, apesar da experiência, o nervosismo durante a leitura da lista é inevitável.
Entre os 26 convocados, 11 atletas viverão a experiência de uma Copa do Mundo pela primeira vez. Para muitos, a convocação representa o ápice de uma longa caminhada marcada por superações. O zagueiro Ibañez, atualmente no Ah-Ahli, e o atacante Matheus Cunha, do Manchester United, relembram a frustração de terem ficado fora do grupo final há quatro anos. Para ambos, a oportunidade atual é o desfecho de um sonho que exigiu resiliência e amadurecimento constante.
Vozes da seleção
Outros nomes que compõem o grupo de Ancelotti também expressaram seus sentimentos nas redes sociais. O goleiro Alisson, do Liverpool, enfatizou a responsabilidade de vestir a camisa amarela, enquanto Gabriel Magalhães, do Arsenal, dedicou a conquista à fé e à família. O zagueiro Bremer, da Juventus, relembrou a importância do trabalho duro, assim como o lateral Wesley, da Roma, que descreveu a convocação como a realização de um desejo de infância.
Douglas Santos, do Zenit, destacou a trajetória que incluiu o ouro olímpico em 2016, mas ressaltou que a Copa do Mundo possui um peso especial. Nomes como Lucas Paquetá, Bruno Guimarães, Danilo, Vinícius Júnior, Luiz Henrique e Igor Thiago também prestaram homenagens às suas origens, lembrando as dificuldades do passado e a importância das raízes em suas cidades natais. Cada mensagem reforça o compromisso de um grupo que, entre veteranos e estreantes, busca agora escrever um capítulo vitorioso na história do futebol nacional.













