Cachoeiro do Itapemirim (ES) – O custo da cesta básica não deu trégua ao consumidor brasileiro em abril. Pelo segundo mês consecutivo, o Dieese registrou alta nos preços em todas as capitais do país e no Distrito Federal. Porto Velho liderou o ranking de aumentos, com uma variação média de 5,60%, seguida de perto por Fortaleza e Cuiabá. O cenário reforça uma tendência que já era visível desde março, quando o encarecimento dos alimentos atingiu o território nacional de ponta a ponta.
No acumulado do ano, a escalada de preços é generalizada. As taxas de variação oscilaram entre 1,56%, em São Luís, e um salto expressivo de 14,80% em Aracaju. O leite integral foi o grande vilão da vez, encarecendo em todas as cidades pesquisadas — em Teresina, a alta chegou a 15,70% devido à entressafra. Feijão, tomate, pão francês e café também pesaram mais no orçamento das famílias na maior parte do Brasil.
São Paulo permanece como a capital onde comer custa mais caro: o custo médio da cesta atingiu R$ 906,14 em abril. Na outra ponta, Aracaju apresentou o menor valor, R$ 619,32. A disparidade acende um alerta sobre o poder de compra. Com base no custo paulistano, o Dieese calcula que o salário mínimo ideal — capaz de suprir necessidades básicas como moradia, saúde e transporte — deveria ser de R$ 7.612,49, quase cinco vezes o valor vigente de R$ 1.621.











