São Paulo (SP) – O Tesouro Nacional estreou nesta segunda-feira (11) uma nova modalidade de investimento voltada para quem busca simplicidade e previsibilidade: o Tesouro Reserva. Com um aporte inicial acessível de apenas R$ 1, o produto foi apresentado na sede da B3, em São Paulo, fruto de uma parceria entre o Tesouro Nacional, a bolsa brasileira e o Banco do Brasil.
A grande inovação aqui é a disponibilidade. Diferente dos títulos tradicionais, o Tesouro Reserva permite negociações 24 horas por dia, sete dias por semana. Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, a ideia é oferecer uma ferramenta prática para a formação de reservas de emergência, eliminando a volatilidade da marcação a mercado — ou seja, o valor não oscila diariamente conforme as flutuações das taxas de juros.
Nesta fase inicial de testes, o acesso está restrito aos 80 milhões de clientes do Banco do Brasil, com as movimentações sendo feitas diretamente pelo aplicativo Investimentos BB via PIX. A expectativa é que outras instituições financeiras incorporem o título ao catálogo em breve, ampliando o alcance para o pequeno investidor.
Regras de tributação e limites
O Tesouro Reserva segue a cartilha dos demais títulos públicos no que diz respeito aos impostos. O Imposto de Renda incide apenas sobre os ganhos, com alíquotas que diminuem conforme o tempo de aplicação. Já o IOF pode ser cobrado em resgates feitos em menos de 30 dias, mas a retenção é automática e não exige burocracia por parte de quem investe.
Para quem planeja movimentar valores maiores, o limite mensal de aplicação é de R$ 500 mil, sem qualquer restrição para resgates. É uma tentativa clara de democratizar o acesso à renda fixa, conectando o investidor iniciante à segurança da taxa Selic de forma ágil e descomplicada.











