Cachoeiro do Itapemirim (ES) – O programa Luz para Todos ganha fôlego renovado para alcançar as áreas mais isoladas do país. O decreto 12.964, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicado nesta segunda-feira (11), direciona o foco da eletrificação rural especificamente para a Amazônia Legal, mirando o desenvolvimento socioeconômico e a inclusão produtiva dessas comunidades.
Critérios de prioridade
A nova estratégia prioriza famílias cadastradas no CadÚnico e chefiadas por mulheres, além de lares com pessoas com deficiência ou idosos dependentes. Povos indígenas, ribeirinhos, quilombolas e agricultores familiares também encabeçam a lista, junto a moradores impactados por obras de infraestrutura energética. O objetivo vai além das lâmpadas acesas: a ideia é levar internet, sistemas de água e suporte à segurança alimentar.
Sustentabilidade e metas
O governo impõe que as soluções respeitem o bioma amazônico, focando em descarbonização e eficiência energética. Não basta apenas chegar com o fio; é preciso preservar os modos de vida locais. Com o prazo estendido até o final de 2028, a gestão tenta sanar o déficit de 238 mil famílias que ainda vivem sem eletricidade, um gargalo persistente mesmo após duas décadas de programa.
Desde 2003, o Luz para Todos mudou a realidade de 17,9 milhões de brasileiros. Para 2026, o Ministério de Minas e Energia separou um orçamento de R$ 2,57 bilhões, parte de um aporte total de R$ 6 bilhões, visando conectar até 122 mil novas residências à rede elétrica nacional.













