Brasília (DF) – O mercado de veículos de duas rodas ganhou um novo fôlego nesta segunda-feira (27). As agências bancárias e demais instituições financeiras que compõem o sistema credenciado iniciaram a oferta de linhas de crédito específicas para a compra de motos, motonetas, ciclomotores e bicicletas elétricas produzidas em território nacional.
A iniciativa, batizada de Move Brasil, mira uma ponta específica do mercado de trabalho. O benefício é voltado diretamente para mototaxistas, motofretistas, entregadores ciclistas e profissionais de aplicativos que precisam renovar suas ferramentas de trabalho por modelos mais modernos e, sobretudo, menos poluentes.
O fluxo para acessar o recurso exige disciplina. O primeiro passo do trabalhador é garantir o cadastro ativo no portal gov.br. Após a inscrição, é preciso aguardar a validação oficial de elegibilidade ao programa, um processo que pode levar até cinco dias úteis. Com essa confirmação em mãos, o caminho fica livre para comparecer à Caixa, ao Banco do Brasil ou a outras instituições financeiras participantes e iniciar a análise de crédito.
Não basta apenas o cadastro. Existe uma regra de procedência estrita: o veículo pretendido precisa ter sido fabricado no Brasil a partir deste ano de 2024. A dinâmica de pagamento também segue um protocolo rigoroso, onde o montante liberado pela instituição não passa pelas mãos do trabalhador; o valor é repassado diretamente ao fornecedor do bem.
Cada banco mantém a autonomia para definir quais documentos são indispensáveis para a análise de risco, sendo que a concessão do crédito segue os critérios de avaliação interna de cada instituição. Para quem consegue a aprovação, as condições são desenhadas para aliviar o impacto no fluxo de caixa imediato do profissional.
O prazo total para a quitação do financiamento chega a quatro anos. Um diferencial importante é a carência de 60 dias para o início do pagamento das parcelas após a assinatura do contrato. Em termos de custo, o programa estipula taxas de juros diferenciadas: 0,99% ao mês para o público masculino e 0,91% ao mês para as mulheres, reforçando um desenho de incentivo específico para a renovação da frota de quem depende das duas rodas para garantir o sustento diário.













