Brasília (DF) – O senador Hermes Klann (PL-SC) manifestou insatisfação com as diretrizes das concessões rodoviárias planejadas para o território catarinense. Na última terça-feira (16), o parlamentar acompanhou de perto a audiência pública organizada pela ANTT, onde o desenho dessas futuras obras foi submetido à discussão. Para Klann, há um distanciamento perigoso entre o que Brasília propõe e a realidade econômica vivida pelo estado.
Durante a sessão, o senador foi incisivo. Ele defende que o conteúdo exposto pelos técnicos ignora o dinamismo da economia local. O argumento central é que os projetos não alcançam o patamar de investimento necessário para destravar os gargalos logísticos que, há tempos, limitam a competitividade regional. Sem uma atualização condizente com a escala de produção e o ritmo de crescimento populacional e industrial, o resultado, segundo ele, será um engessamento do desenvolvimento para as próximas gerações.
Existe uma queixa recorrente no discurso do senador sobre o descompasso temporal do planejamento estatal. Ele resume a situação com uma metáfora sobre a visão de mundo dos gestores federais: enquanto as empresas e as famílias em solo catarinense projetam o futuro, o governo central parece preso a uma cartilha de infraestrutura que pertence ao passado. Essa desconexão, para Klann, torna as concessões pouco eficazes para os desafios contemporâneos.
Santa Catarina ocupa uma posição estratégica no cenário de exportações e produção nacional, fatos que o parlamentar questão coloca no centro do debate. Ele enfatiza que a malha viária atual, muitas vezes concebida sob lógicas de mais de cinquenta anos atrás, não comporta mais o fluxo de riquezas que atravessa o estado. A infraestrutura, peça-chave para qualquer salto logístico, tornou-se um freio em vez de um motor.
O tom adotado pelo senador reforça a pressão sobre os órgãos federais por revisões mais profundas nas planilhas e cronogramas. A expectativa de quem acompanha o setor é entender se a voz de Santa Catarina terá peso suficiente para alterar o desenho dessas concessões antes que os contratos sejam selados. O que está em jogo, na visão de Klann, é a capacidade de o estado sustentar sua pujança econômica diante de um cenário nacional que ainda trata a modernização das estradas com uma timidez que não condiz com as exigências do mercado.













