Sul do Líbano, Líbano – O cenário no Oriente Médio voltou a sofrer uma guinada brusca nesta quinta-feira, 18. Israel deflagrou uma nova série de bombardeios contra o sul do Líbano, ignorando o acordo de paz costurado apenas 24 horas antes entre Estados Unidos e Irã. O entendimento, que deveria selar o fim das agressões na região, parece ter tido vida curta.
Relatos locais confirmam que pelo menos três pessoas morreram durante as operações militares. Enquanto a fumaça subia sobre o território libanês, o exército israelense divulgou um mapeamento detalhado das áreas ocupadas por suas tropas, garantindo que o contingente militar não pretende deixar a posição tão cedo.
A tensão diplomática também transborda para Washington. O pacto entre a Casa Branca e Teerã foi recebido com hostilidade por lideranças israelenses, gerando um atrito público inusitado. O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, manifestou publicamente seu descontentamento com o governo de Israel, classificando a reação do país à diplomacia americana como exagerada e pouco compreensível.
A calmaria esperada para o Estreito de Ormuz também parece distante, embora a dinâmica comercial tenha ganhado fôlego. Poucas horas após o anúncio do acordo, três gigantescos superpetroleiros de bandeira saudita cruzaram a rota, carregando um total de 6 milhões de barris de petróleo bruto. O volume é o maior registrado na via navegável em várias semanas, sinalizando que a movimentação de mercadorias tenta retomar um ritmo acelerado.
Enquanto o Oriente Médio reconfigura suas alianças, a América do Sul vive um impasse eleitoral prolongado. No Peru, a tensão política atingiu um novo patamar com a convocação de protestos por Roberto Sánchez para esta sexta-feira, 19. O partido Juntos por el Perú contesta os resultados parciais das urnas e já acionou o sistema judiciário buscando a anulação de votos atribuídos à sua rival, Keiko Fujimori.
A contagem oficial dos votos, que já se arrasta por 11 dias, atingiu a marca de 99% das urnas apuradas. Com uma vantagem estreita, Fujimori mantém a liderança, enquanto o país observa o desfecho de um processo eleitoral marcado por desconfianças e lentidão burocrática.
No Leste Europeu, o conflito entre Ucrânia e Rússia mantém sua escalada destrutiva. Moscou foi alvo de uma nova investida ucraniana com drones, que atingiu uma refinaria e causou danos severos à estrutura. Em resposta, o Ministério da Defesa russo alegou ter interceptado 555 aeronaves não tripuladas em um único esforço de defesa.
A retórica, contudo, escalou na mesma medida dos ataques físicos. Volodymyr Zelensky, presidente ucraniano, lançou um aviso severo ao Kremlin. Em tom de ameaça, o líder afirmou que a capital russa enfrentará consequências devastadoras, alertando que Moscou sofrerá as chamas caso a ofensiva russa contra o território ucraniano não seja interrompida imediatamente.









