Filadélfia, Estados Unidos – A Seleção Brasileira entra em campo nesta sexta-feira (19), às 21h30, diante do Haiti, na Filadélfia, com a promessa de uma postura diferente. Após o empate em 1 a 1 com Marrocos na estreia, o técnico Carlo Ancelotti admitiu, nesta quinta-feira (18), que fará ajustes na equipe para a segunda rodada do Grupo C. O italiano busca, acima de tudo, maior fluidez e poder de decisão dentro de campo.
Embora tenha o esboço do time na cabeça, Ancelotti mantém o suspense. Ele garantiu que os atletas serão os primeiros a saber da escalação, horas antes da bola rolar. O treinador insiste que o grupo possui força e potência suficientes para entregar um futebol mais envolvente do que o visto no último sábado, em Nova Jersey. A cobrança interna é por uma atuação que faça jus à qualidade técnica individual dos convocados.
O nome de Endrick, inevitavelmente, dominou parte da conversa com a imprensa. A ausência do jovem atacante na estreia causou ruído entre torcedores, mas Ancelotti blindou o jogador. O técnico classificou o atleta como um talento extraordinário, dotado de uma maturidade rara para quem está prestes a completar 20 anos, no próximo dia 21 de julho. Para o comandante, a pressa não é aliada e a estreia do garoto ocorrerá no momento mais oportuno.
Nos bastidores, o trabalho realizado no Columbia Park sugere uma formação provável composta por Alisson, Danilo, Gabriel Magalhães, Marquinhos e Douglas Santos. No meio-campo e ataque, nomes como Casemiro — ou Fabinho —, Bruno Guimarães, Luiz Henrique — que disputa vaga com Lucas Paquetá —, Raphinha, Vinícius Júnior e Igor Thiago formam a base do esquema.
O adversário, Haiti, ocupa atualmente a 85ª colocação no ranking da FIFA, contrastando com o Brasil, que ocupa a sexta posição. Essa distância de 79 lugares configura o maior abismo entre oponentes deste Mundial até aqui. Ainda assim, o otimismo é filtrado por cautela. Os haitianos perderam por apenas 1 a 0 para a Escócia na estreia, em Boston, demonstrando uma organização defensiva que Ancelotti não subestima.
O italiano reforçou que a Copa do Mundo não permite espaço para soberba. Para ele, o desempenho dos caribenhos contra os escoceses provou que o jogo é, antes de tudo, um confronto entre forças competitivas, onde a preparação mental será o diferencial para buscar a vitória necessária em solo norte-americano.










