Santa Rita, Paraguai – O cenário geopolítico global pode mudar drasticamente nesta quinta-feira, 18. Nos bastidores da cúpula do G7, realizada na França, um alto representante da administração norte-americana confirmou que o pacto de paz em negociação veta qualquer tentativa do Irã de desenvolver armamento atômico. Mais do que impedir a proliferação nuclear, o entendimento prevê a abertura irrestrita do Estreito de Ormuz e a cessação imediata de todas as movimentações militares, inclusive em frentes sensíveis como o Líbano.
Donald Trump, que participa do encontro, justificou a guinada diplomática apontando para o risco de um colapso econômico mundial caso as tensões escalassem para um conflito armado em larga escala. O pacote de medidas não foca apenas na contenção: inclui o fim definitivo das sanções impostas ao governo iraniano e a criação de um fundo de reconstrução bilionário, com aporte de 30 bilhões de dólares. A expectativa é que o documento final receba as assinaturas oficiais ainda hoje.
Operação policial em Santa Rita
Enquanto a diplomacia atua na Europa, a segurança pública no Paraguai enfrenta um episódio de crise. Na quarta-feira, 17, as autoridades locais prenderam dois homens suspeitos de participação em um audacioso ataque a bancos e uma casa de câmbio na cidade de Santa Rita, situada a cerca de 70 quilômetros da divisa brasileira. O modus operandi do crime levantou alertas imediatos, especialmente pela presença de suspeitos que se comunicavam em português durante a ação.
A polícia paraguaia tenta agora desvendar até que ponto a facção Primeiro Comando da Capital (PCC) estaria por trás da logística do assalto. A proximidade com o Brasil é um fator determinante nas investigações, que buscam identificar outros membros da quadrilha que conseguiram escapar.
Novas diretrizes para Big Techs no Reino Unido
O território britânico também se movimenta, mas em outra frente: a regulação das gigantes de tecnologia. A CMA, autoridade encarregada da concorrência no mercado do Reino Unido, impôs novas condições ao funcionamento do Google. A partir de agora, a gigante das buscas terá que adotar critérios transparentes e objetivos para ranquear resultados, deixando de lado qualquer prática discriminatória. A empresa precisará explicar detalhadamente como seus algoritmos de busca são construídos.
A ofensiva regulatória não para por aí. Nesta mesma semana, Londres oficializou a proibição do uso de redes sociais para cidadãos com menos de 16 anos. A medida, por sua natureza restritiva, coloca o governo britânico em uma zona de atrito, já que imposições contra empresas norte-americanas costumam desencadear reações políticas e retaliações por parte de Washington.












