Dallas, Estados Unidos – O AT&T Stadium, em Dallas, foi palco de uma demonstração de força da Inglaterra na abertura do Grupo L. Ao superar a Croácia por 4 a 2, a seleção britânica não apenas somou seus primeiros pontos, mas também viu Harry Kane consolidar seu nome no topo dos artilheiros do país. Com os dois tentos marcados na tarde desta quarta-feira, o camisa 9 alcançou a marca de 10 gols em Mundiais, igualando o lendário Gary Lineker.
O confronto começou com um ritmo frenético. Aos 8 minutos, uma disputa na área croata rendeu um pênalti após intervenção do VAR. Kane, porém, não teve vida fácil: na primeira tentativa, o goleiro Livakovic defendeu. A tecnologia, contudo, flagrou o pé do arqueiro fora da linha, forçando a repetição da cobrança. Na segunda chance, Kane não perdoou e estufou as redes.
A partida seguiu um roteiro de troca de golpes. A Croácia equilibrou as ações aos 35 minutos, quando Baturina aproveitou assistência de Sucic para igualar o marcador. A resposta inglesa veio seis minutos depois, em um lance ensaiado: Rice cobrou escanteio e encontrou Kane, que apareceu livre para cabecear. Ainda antes do intervalo, os croatas buscaram novamente o empate com um gol de Musa, após passe de Perisic.
O segundo tempo foi de domínio absoluto dos Três Leões. Logo no primeiro minuto, Elliot Anderson acionou Bellingham, que arrancou pela direita, invadiu a área e disparou um chute cruzado para retomar a frente. O sufoco inglês perdurou por boa parte da etapa final, com O’Reilly desperdiçando chances claras e Livakovic operando milagres para evitar uma derrota ainda mais elástica.
Mesmo com a Croácia tentando reagir na metade final, parando em intervenções cruciais de Pickford — especialmente em finalizações de Pasalic e Matanovic —, a Inglaterra mantinha o controle. O ponto final no placar foi colocado aos 39 minutos. Saka superou a marcação pela direita e serviu Rashford, que entrou na área com liberdade para bater no canto esquerdo e sacramentar o 4 a 2.
Para uma equipe que persegue o segundo título mundial após um hiato de 60 anos, o resultado em solo americano serve como uma afirmação de propósito. Kane, agora imortalizado ao lado de Lineker, encabeça uma geração que parece determinada a encerrar o jejum histórico.











