Rio de Janeiro (RJ) – O Poder Judiciário do Rio de Janeiro definiu a data de 25 de fevereiro de 2027, às 13h, para o julgamento do cubano Alejandro Triana Prevez. Ele figura como um dos acusados pelo assassinato do galerista norte-americano Brent Sikkema, de 75 anos. O crime ocorreu no apartamento da vítima, localizado no Jardim Botânico, na zona sul da capital fluminense, na madrugada de 15 de janeiro de 2024.
A magistrada Tula Correa de Mello, da 3ª Vara Criminal da Capital, foi a responsável pela decisão. Além de pautar o júri, ela manteve a prisão preventiva do réu. Em seu despacho, a juíza reforçou a necessidade de cautela ao relembrar que o próprio acusado admitiu, durante as investigações, que pretendia escapar do território brasileiro através da fronteira com o Peru logo após o crime ser revelado.
Alejandro responderá por homicídio qualificado por uma série de fatores, incluindo a motivação torpe — ligada à promessa de recompensa —, motivo fútil, emprego de meio cruel e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. O processo também contempla a agravante de o homicídio ter sido cometido contra pessoa com mais de 60 anos, além da acusação de furto qualificado praticado durante o repouso noturno.
O caso referente ao outro envolvido, Daniel Garcia Carrera, seguiu um trâmite distinto. O processo dele foi desmembrado em razão de um recurso apresentado contra a sentença de pronúncia. Daniel, que foi ex-marido de Sikkema, é apontado pela acusação como o mandante e partícipe do homicídio. Segundo consta nos autos, o galerista havia removido Daniel de seu testamento, o que teria motivado conflitos patrimoniais envolvendo imóveis situados nos Estados Unidos, em Cuba e no Brasil.
A denúncia formulada pelo Ministério Público estadual detalha que Alejandro teria viajado ao Brasil seguindo coordenadas repassadas por Daniel, que também teria fornecido suporte financeiro e as chaves do imóvel. O plano envolveria o pagamento de US$ 200 mil em troca da execução do galerista. O laudo de necropsia anexado ao processo detalha a brutalidade da ação, apontando que a vítima foi atingida por 18 golpes de instrumento perfurocortante.
Ao fundamentar a manutenção da custódia, a juíza Tula Correa de Mello sublinhou que os motivos que levaram à prisão preventiva continuam presentes. Para a magistrada, não houve alteração no quadro fático desde a decretação inicial da medida, o que torna indispensável a permanência de Alejandro sob custódia estatal até o julgamento pelo Tribunal do Júri.











