Itarana (ES) – Uma força-tarefa composta por agentes civis e militares deflagrou na quarta-feira (03) a Operação Falha Estrutural. O objetivo era desarticular uma organização criminosa que, dissimulada sob a ocupação profissional de pedreiro, movimentava o comércio ilícito de drogas em Itarana, Serra e Cariacica. A ação marca o encerramento de diligências iniciadas em março de 2025.
Tudo começou com uma apreensão vultosa de entorpecentes na comunidade de Meneguel, área próxima a um frigorífico desativado em Itarana. O episódio permitiu que os investigadores mapeassem a hierarquia do grupo, composto por dez moradores locais e cinco fornecedores estabelecidos na Grande Vitória.
Na quarta-feira, a operação concentrou esforços para cumprir mandados judiciais em diversos pontos. Cinco suspeitos, com idades entre 25 e 42 anos, acabaram presos em Itarana. As buscas nos endereços resultaram na descoberta de crack, cocaína e maconha, além de uma espingarda de pressão adulterada para calibre .22, munições, balanças de precisão e insumos usados para embalar o material. Um Jeep Renegade também foi apreendido por ordem judicial.
Em Carapina Grande, município da Serra, os agentes detiveram mais um suspeito, de 37 anos. Em sua residência, a polícia localizou uma pistola 9 mm com a numeração suprimida. Ao todo, seis pessoas foram capturadas e tiveram seus direitos lidos antes do encaminhamento ao sistema prisional.
Para desmantelar a engrenagem financeira da quadrilha, a Justiça determinou o bloqueio das contas bancárias de oito integrantes e o sequestro de dois imóveis ligados a um casal apontado como cabeça do grupo. A medida visa atingir o patrimônio amealhado ilegalmente, minando a capacidade de reestruturação do bando.
O delegado Renan Alves esclareceu que o grupo não possui ligações com facções criminosas conhecidas nem relação com investigações paralelas, como a Operação Bad Host, que apura crimes em Itaguaçu. O nome Falha Estrutural, aliás, surgiu justamente dessa contradição: enquanto a liderança ostentava a profissão de construção civil perante a sociedade, a verdadeira estrutura mantida pelo grupo residia na rede de venda de drogas que o aparato policial derrubou nesta semana.











