São Paulo (SP) – O cenário na Neo Química Arena, em São Paulo, prometia tensão logo aos sessenta segundos de partida deste sábado, dia 6. Ao tentar sair jogando pela intermediária, a defesa brasileira sofreu o impacto imediato da pressão norte-americana: Lily Yohannes desarmou Mariza, deixando o caminho livre para Sophie Wilson bater rasteiro e colocar as visitantes à frente no placar. O susto, contudo, não desarmou a equipe comandada por Arthur Elias.
A resposta veio na mesma moeda e com precisão. Aos dez minutos, Isabela cruzou na medida para Taina Maranhão empatar de cabeça. O ímpeto das brasileiras não cessou. Apenas três minutos após igualar o marcador, foi a vez de Bia Zaneratto — a Imperatriz — protagonizar a virada. Ela iniciou uma arrancada no círculo central, tabelou com Dudinha e, com a frieza de quem domina o espaço, empurrou para o fundo das redes adversárias.
Este resultado marca um capítulo inédito na história do confronto. Foi apenas a quinta vitória do Brasil em 44 duelos contra os Estados Unidos. Mais do que isso, a equipe brasileira alcança o feito raro de emplacar dois triunfos consecutivos diante da potência do futebol feminino, repetindo o sucesso obtido em 8 de abril de 2025, no PayPal Park, em San José.
O técnico Arthur Elias manteve Marta no banco de reservas, que ainda cumpre cronograma de transição por causa de um edema na coxa esquerda. Do outro lado, o Brasil resistiu à agressividade estadunidense no segundo tempo, inclusive contando com intervenções decisivas da goleira Lelê antes de ser substituída por dores — Lorena assumiu a meta. Mesmo com a tentativa de reação das norte-americanas nos acréscimos, com Jaedyn Shaw perdendo uma oportunidade clara na pequena área, o apito final selou a festa para mais de 31 mil torcedores nas arquibancadas.
A sequência do duelo
Agora, a estratégia volta a ser desenhada para o confronto final desta série de dois amistosos em solo brasileiro. As duas seleções se reencontram na próxima terça-feira, 9 de abril, às 21h30, na Arena Castelão, em Fortaleza. Se no primeiro encontro em solo paulista o Brasil já contabilizou três vitórias em sete partidas contra as norte-americanas, a expectativa é ver como o sistema defensivo suportará a provável mudança de postura das visitantes no Ceará.
Com as entradas de atletas como Yaya, Ludmila, Rafaelle, Aline Gomes e Gio Garbelini, a seleção demonstrou fôlego para cadenciar a posse no final, ainda que a eficiência nos contra-ataques não tenha ampliado a vantagem no placar. O desafio agora é sustentar o histórico positivo longe de casa.










