Brasília (DF) – Uma onda de frio avança sobre o Brasil nos próximos dias, acionando um alerta de baixa temperatura que se estende por mais de 2.600 municípios do país. O fenômeno, que promete uma considerável queda nos termômetros, abraça o Distrito Federal e impressionantes doze estados: Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Piauí, Tocantins, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, como sinalizou o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), traçando um mapa complexo de variações climáticas para o período.
Mas a preocupação maior concentra-se, naturalmente, nas regiões de maior altitude do Sul e do Sudeste. Locais como a Serra da Mantiqueira e a Serra Catarinense preparam-se para a possibilidade concreta de geadas, um tipo de frio que promete ser cortante e impactar diretamente as lavouras e o bem-estar da população. Por lá, os termômetros podem despencar para algo entre 3°C e 6°C nas mínimas, um cenário que castiga principalmente as cidades mais elevadas das serras Gaúcha e Catarinense. Para os moradores, essa previsão representa um desafio e exige preparo.
Enquanto o frio aperta em alguns pontos, no Centro-Oeste, outra questão climática ganha relevância e exige atenção: a secura. Até a próxima segunda-feira, a umidade relativa do ar no período da tarde pode despencar para a casa dos 30%. Este nível, bastante baixo, é considerado preocupante para a saúde respiratória e o ambiente como um todo. Contudo, esse tempo mais seco não se restringe apenas à vasta região central do país, estendendo-se também para algumas áreas de São Paulo e de Minas Gerais, onde a população também deverá sentir os efeitos da baixa umidade.
No outro extremo do mapa brasileiro, o Norte do país vive uma realidade bem diferente, onde o verão persiste. O clima por ali se mantém quente e úmido, um terreno fértil para as conhecidas pancadas de chuva de fim de tarde. Há expectativa de trovoadas e rajadas de vento em diversas localidades, especialmente no norte do Amazonas, em Roraima, na região centro-norte do Pará e também no Amapá. A intensidade dessas ocorrências pede atenção redobrada, já que pode provocar transtornos para os habitantes.
E o Nordeste? Por lá, as chuvas continuam marcando presença de forma mais consistente, concentrando-se principalmente nas faixas litorâneas. Destacam-se, em particular, o Recôncavo Baiano, o trecho costeiro que vai de Pernambuco ao Rio Grande do Norte, e as áreas mais ao norte do Maranhão, onde o tempo úmido tende a prevalecer e a refrescar o ambiente.








