Guaçuí (ES) – A febre das figurinhas da Copa do Mundo FIFA acabou batendo à porta da polícia no interior capixaba. Na manhã desta quinta-feira (28), policiais civis de Guaçuí interromperam a produção e venda de cromos piratas que acontecia no coração do município. A equipe policial apreendeu 1.025 unidades do produto em uma gráfica no Centro da cidade.
A operação começou após os investigadores receberem uma denúncia anônima sobre o funcionamento de uma espécie de fábrica paralela. Conforme o relato que deu início às buscas, os donos do estabelecimento imprimiam as peças por conta própria e as ofereciam ao público por valores inferiores aos do mercado oficial. Para atrair os compradores, eles utilizavam redes sociais, onde publicavam detalhes como quantidade em estoque e tabelas de preço.
Assim que os policiais chegaram ao endereço comercial, depararam-se com pilhas de figurinhas espalhadas sobre o balcão principal de atendimento. Uma das proprietárias da gráfica estava no local e deu sua versão aos policiais: afirmou que recebeu um arquivo digital trazido por uma cliente e apenas realizou o serviço de impressão física, alegando que desconhecia a proibição daquela reprodução.
Material apreendido e as sanções da lei
A polícia recolheu tanto o material impresso quanto os arquivos digitais usados para rodar as cópias clandestinas. Na Delegacia de Polícia de Guaçuí, os agentes fizeram a contagem oficial das 1.025 figurinhas da Copa do Mundo FIFA, muitas das quais já estavam cortadas e prontas para entrega. Esse cromo passará por perícia técnica oficial para que a fraude seja formalmente atestada nos autos do inquérito.
Yasmin Fassarella, delegada titular que coordena as investigações na cidade, pontuou que o procedimento já foi aberto e os envolvidos vão responder por violação de direito autoral e por crime contra a relação de consumo. Na soma das penas, os responsáveis podem pegar até cinco anos de detenção.
Por fim, a delegada reforçou que as denúncias feitas pela comunidade continuam sendo essenciais para o trabalho policial e deixou um alerta aos colecionadores para que fiquem vigilantes sobre a origem do material na hora de negociar e comprar suas figurinhas.













