Brasília (DF) – Pode ser um alívio e tanto para quase nove milhões de brasileiros: R$ 16 bilhões chegam aos bolsos nesta sexta-feira, dia 29, no que já é o maior lote de restituição do Imposto de Renda da história. Um total de 8.749.992 contribuintes são contemplados neste pagamento robusto, que abrange tanto o primeiro lote de 2026 quanto restituições remanescentes de anos anteriores.
Por trás desse volume sem precedentes está a agilidade no processamento das declarações, impulsionada por novas ferramentas de modernização e automação que ganharam terreno. Este lote inaugural de 2026, inclusive, representa 40% das restituições programadas para serem pagas neste ano – tanto em valores quanto no número de pessoas beneficiadas. E há um detalhe importante: a fatia mais gorda, R$ 8,64 bilhões, é direcionada para aqueles que possuem prioridade legal no recebimento.
Mas quem são, afinal, esses contribuintes com tratamento preferencial? Entre os mais de 8,7 milhões de beneficiados, o grupo de 4.959.431 pessoas que usaram a declaração pré-preenchida ou optaram pelo Pix — ou os dois, combinados — figura como o maior. Depois, vêm as prioridades determinadas por lei: 2.256.975 contribuintes com idades entre 60 e 79 anos; 1.054.789 cuja principal fonte de renda é o magistério; 256.697 contribuintes acima de 80 anos; e, por fim, 222.100 pessoas com alguma deficiência física, mental ou doença grave.
Curiosamente, este pagamento coincide com o prazo final para a entrega da Declaração do Imposto de Renda deste ano. E é preciso um lembrete crucial: neste lote em específico, os contribuintes sem qualquer tipo de prioridade ainda não foram incluídos. Eles aguardarão as próximas rodadas de restituição.
A ansiedade é natural, mas a consulta pode ser feita de um jeito simples. Desde o último dia 22, é possível verificar a situação diretamente na página oficial. Basta um clique em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Existe também a praticidade do aplicativo para tablets e smartphones, disponível para todos.
Para ter uma ideia da dimensão, o recorde anterior foi anotado no primeiro lote de 2025, com R$ 11 bilhões para 6,2 milhões de contribuintes. Além disso, houve uma mudança no calendário este ano: em vez de cinco, teremos quatro lotes regulares de restituições, com depósitos previstos para o fim de maio, junho, julho e agosto.
O que fazer depois?
O dinheiro da restituição será creditado ao longo do dia, na conta ou na chave Pix (do tipo CPF) informada na declaração. Caso o contribuinte não localize o valor, a primeira etapa é acessar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) para verificar o extrato da declaração. Se houver alguma pendência, o caminho é enviar uma declaração retificadora e aguardar os próximos lotes.
E se o depósito não for realizado por algum motivo — por exemplo, a conta bancária foi desativada? Nesse cenário, o valor permanecerá à disposição para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Para agendar um novo crédito em qualquer conta bancária de sua titularidade, o cidadão pode usar o Portal BB ou ligar para a Central de Relacionamento, pelos telefones 4004-0001 (para capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e o 0800-729-0088 (linha exclusiva para deficientes auditivos). Depois desse prazo de um ano sem resgate, a solicitação precisa ser feita via Portal e-CAC, acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicando em “Meu Imposto de Renda” e, finalmente, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.











