Vila Velha (ES) – O assassinato de Jhonatas dos Santos Almeida, de 20 anos, foi finalmente esclarecido pelas autoridades. O rapaz foi executado em plena luz do dia, em uma movimentada via do bairro Santa Rita, em Vila Velha, no dia 30 de maio de 2025. O desfecho da investigação aponta para um acerto de contas brutal, motivado pela migração da vítima entre grupos criminosos rivais.
Jhonatas, que tinha histórico no sistema prisional, teria trocado o Terceiro Comando Puro (TCP) pelo Primeiro Comando de Vitória (PCV). A transição para assumir o controle do tráfico na região do Pingo D’Água custou-lhe a vida. Ao sair da casa da namorada, enquanto se preparava para subir em sua moto, o jovem foi surpreendido por uma emboscada armada por antigos aliados que não aceitaram sua saída.
A execução foi rápida. Ele ainda estava armado, portando uma pistola calibre .380, três carregadores e 40 munições, mas não teve tempo de reagir. Foi atingido por diversos disparos e caiu sem vida no asfalto. O inquérito policial, encerrado após meses de trabalho, detalhou o planejamento meticuloso dos envolvidos.
A caçada aos suspeitos
Diante das provas coletadas, a Justiça autorizou o mandado de prisão preventiva para os seis suspeitos apontados como autores do crime. Até o momento, a polícia localizou apenas dois dos alvos, um homem de 21 anos e outro de 27. Os demais quatro envolvidos continuam sendo procurados.
O caso já seguiu para o Ministério Público do Espírito Santo, que apresentou a denúncia contra todos os envolvidos. Enquanto a ação penal corre, as equipes policiais permanecem nas ruas. A dúvida que persiste, porém, é quanto tempo os outros quatro foragidos conseguirão se esquivar do cerco das autoridades antes de se tornarem o próximo registro de prisão nas estatísticas da segurança pública estadual.













