Brejetuba (ES) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a Petrobras está perto de confirmar, na Margem Equatorial, se há a quantidade de petróleo ou de gás que havia sido estimada em fases preliminares. A declaração foi feita nesta quarta-feira (27), em entrevista ao Jornal do Amazonas, em Manaus.
Lula afirmou que a empresa tem condições para conduzir a exploração na região e demonstrou confiança no processo. “Temos, obviamente, muita responsabilidade para extrair petróleo lá, e temos uma vantagem que é a expertise da Petrobras, a melhor empresa do mundo para fazer prospecção em águas profundas. Portanto, nós estamos tranquilos com relação à possibilidade”, declarou.
O tema da Margem Equatorial vem acompanhado de uma projeção do Ministério de Minas e Energia para 2025, que prevê a área como um novo pré-sal. As reservas estimadas, conforme a Petrobras, são de pelo menos 30 bilhões de barris de petróleo, usando como referência dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Na mesma entrevista, Lula sustentou que a presença de petróleo na Margem Equatorial teria impacto no desenvolvimento da Região Norte como um todo, e não apenas no Amapá. A leitura do governo, portanto, é de que o potencial da área pode repercutir além dos limites estaduais.
Além do avanço na costa, Lula também mencionou planos para retomar atividades de exploração em outras áreas que ficaram abandonadas nos últimos anos. Segundo ele, a Petrobras deve voltar a perfurar poços e ampliar iniciativas já existentes, citando o caso de Urucu, no interior da floresta amazônica.
“Vamos fazer 18 novos poços ali para ver se a gente consegue encontrar mais coisa. Voltaremos a prospectar em lugares que tinham sido abandonados. Não vamos perder tempo”, disse o presidente.
Lula explicou que a estatal pretende perfurar o poço de Urucu, apontado por ele como uma das principais áreas petrolíferas terrestres (onshore) do país. A área fica na Bacia do Solimões, região estratégica para a produção em território brasileiro.
Com essas falas, o presidente vinculou a retomada de perfurações em áreas terrestres à expectativa de confirmação de hidrocarbonetos na Margem Equatorial. Em ambos os casos, o recado central foi de continuidade no trabalho de prospecção, agora com foco na possibilidade de ampliar o volume de reservas e o alcance do desenvolvimento regional.











