Washington, Estados Unidos – O cenário montado em Washington para a comemoração do aniversário de 250 anos da independência dos Estados Unidos, na próxima quarta-feira, dia 3, perdeu o brilho artístico para virar uma arena de disputa política. Diante do esvaziamento do palco principal, motivado por um boicote de atrações musicais de peso, o presidente Donald Trump planeja assumir o controle dos refletores e reescrever o roteiro da festa oficial por meio de um ato de grande porte.
A debandada começou após artistas expressarem desconforto com o forte viés ideológico que deve ditar o tom das celebrações na capital federal. Um a um, os nomes foram cancelando suas participações no feriado nacional. A lista de desistências inclui a estrela da música country Martina McBride, o rapper Young MC, os cantores Bret Michaels e Morris Day, além da consagrada banda The Commodores.
No último sábado, dia 30, o líder norte-americano usou suas redes sociais para articular o plano B diretamente com seus assessores. Trump confirmou ter solicitado à equipe que verifique com urgência a viabilidade prática de abrigar o comício batizado de “A América Está de Volta”. Ele garantiu que a festividade alternativa será linda, embora tenha feito questão de deixar claro que o espaço está reservado exclusivamente aos patriotas convidados.
Rivalidade com os palcos e apelo de público
Em vez de lamentar o silêncio dos microfones, Trump utilizou as desmarcações como trampolim para exaltar a própria popularidade perante o eleitorado americano. Em tom provocativo, o mandatário minimizou a ausência dos artistas consagrados e insistiu que consegue atrair uma quantidade de público muito superior à dos músicos que o rejeitaram.
Para ilustrar seu raciocínio, ele se descreveu como a principal atração global da atualidade, comparando o magnetismo que exerce em seus discursos ao fenômeno de Elvis Presley no topo de sua carreira. A diferença, argumentou Trump, é que ele alcança esses índices de audiência histórica sem recorrer a uma guitarra, dependendo apenas de sua liderança e do sentimento daqueles que o apontam como o maior presidente de toda a história norte-americana.










