Boa Vista (RR) – A força das águas isolou comunidades inteiras, rompeu pontes e transformou estradas em barreiras intransponíveis no norte do país. Diante de um cenário crítico provocado por chuvas muito acima da média histórica, servidores da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil desembarcaram em Boa Vista no sábado, dia 30. O grupo atua diretamente com equipes locais para acelerar a liberação de recursos, estruturar planos de trabalho e garantir o reconhecimento federal do estado de emergência.
Atualmente, as autoridades monitoram 18 pontos críticos no estado. O diagnóstico prévio aponta para um rastro de destruição que inclui cinco bloqueios totais e três parciais em rodovias cruciais para o abastecimento local. A crise climática atinge de forma mais severa os municípios de Bonfim, Uiramutã, Normandia, Alto Alegre, Amajari, São Luiz do Anauá, Cantá e Rorainópolis. Apesar do impacto severo que afeta mais de 5,6 mil pessoas, felizmente não há registro de mortes.
A situação mais dramática se concentra no interior profundo. Na região do Jacamim, em Bonfim, cerca de 100 famílias estão completamente isoladas pelo avanço da água. Em Uiramutã, as comunidades indígenas perderam o único acesso por terra disponível, enquanto em Normandia, as cheias do Rio Maú desalojaram famílias ribeirinhas.
Previsão de mais temporais e orientações
O desafio imediato é conter os danos, mas o tempo não joga a favor. Até a próxima terça-feira, dia 2, o céu de Roraima deve continuar carregado. A previsão meteorológica indica acumulados diários de chuva entre 50 e 100 milímetros, sobretudo na porção centro-norte do estado. Áreas urbanas como a capital Boa Vista, além de Uiramutã, Bonfim e Normandia, estão no centro da rota de risco elevado.
Por causa desse cenário de perigo iminente, os moradores locais precisam adotar cuidados rigorosos. A recomendação prática é ignorar áreas alagadas, evitar abrigos sob árvores e monitorar constantemente as paredes de casa — rachaduras novas ou o avanço repentino dos rios próximos devem ser encarados como sinais vermelhos para deixar o imóvel imediatamente em busca de abrigo seguro.













