Os passageiros do cruzeiro de luxo holandês atingido por um surto de hantavírus começaram a ser repatriados para seus países de origem após a embarcação realizar uma escala em Tenerife, nas Ilhas Canárias. A decisão foi anunciada pela ministra da Saúde da Espanha, Monica Garcia, que confirmou a ausência de sintomas entre as pessoas que permanecem a bordo do navio.
Protocolos de isolamento e repatriação
A logística de retorno estabelece que cidadãos estrangeiros serão enviados diretamente para suas nações sem a necessidade de cumprir quarentena em território espanhol. Por outro lado, os 14 passageiros espanhóis que ainda estão na embarcação serão transportados por via aérea até um hospital em Madri, onde deverão seguir os protocolos de isolamento obrigatórios.
Novos diagnósticos e situação em Cabo Verde
O cenário epidemiológico registrou um novo caso nesta quarta-feira, dia 6, elevando para oito o número total de infectados. Este paciente, que estava no navio ancorado próximo à costa de Dakar, em Cabo Verde, já foi transferido para receber tratamento médico na Suíça. O surto, que gerou um alerta internacional da Organização Mundial da Saúde, já contabiliza três mortes confirmadas.
Origem da infecção e panorama atual
Equipes de saúde de Cabo Verde realizaram inspeções no navio e atestaram que três pacientes apresentavam quadro clinicamente estável antes da remoção para hospitais. A Organização Mundial da Saúde avalia que a contaminação tenha ocorrido ainda na Argentina, antes do início da viagem. Testes laboratoriais confirmaram a presença da variante hantavírus andino em três dos casos analisados.
Avaliação da Organização Mundial da Saúde
O diretor da entidade, Tedros Adhanom, destacou que um passageiro britânico, que chegou a ficar em terapia intensiva na África do Sul, apresenta sinais de melhora clínica. Apesar do impacto do surto, a organização reforça que o risco geral para a saúde pública global permanece baixo, mantendo o monitoramento constante sobre a situação dos passageiros e da tripulação.









