O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta terça-feira, dia 5, que a manutenção da prisão do ativista brasileiro Thiago Ávila pelas autoridades de Israel é uma medida injustificável. Por meio de uma publicação em suas redes sociais, o chefe do Executivo brasileiro manifestou profunda preocupação com o desdobramento do caso e defendeu que a situação seja repudiada pela comunidade internacional.
Exigência de liberdade imediata
Lula argumentou que a detenção dos integrantes da flotilha Global Sumud constitui uma violação grave do direito internacional. Diante do cenário, o governo brasileiro, em conjunto com o governo da Espanha, exige que os ativistas tenham sua integridade física garantida e sejam postos em liberdade o quanto antes. A manifestação oficial ocorre após a justiça israelense decidir prolongar a custódia de Thiago Ávila e do ativista espanhol-palestino Saif Abukeshek até o próximo domingo, dia 10.
Sigilo e falta de fundamentação
A organização não governamental Adalah, que atua na defesa dos direitos humanos em Israel e presta assistência jurídica no processo, denunciou que a decisão judicial baseou-se em evidências mantidas sob sigilo. Segundo a ONG, essas provas sequer foram compartilhadas com as equipes de defesa. As advogadas que acompanham o caso reforçaram que não existem fundamentos jurídicos ou elementos concretos que justifiquem a continuidade da prisão dos dois homens.
Contexto da missão humanitária
A abordagem das embarcações que compunham a missão humanitária ocorreu no dia 29 de maio, em águas internacionais próximas à Grécia, quando foram interceptadas por forças israelenses. Após a detenção, Ávila e Abukeshek foram transferidos para uma unidade prisional em território israelense. Relatos obtidos sobre o período de encarceramento apontam para denúncias graves de violência psicológica, espancamentos e tortura contra os detidos.











