Serra (ES) – O cenário da rede pública estadual mudou um pouco nesta terça-feira, 26 de novembro. Sessenta colégios espalhados pelas onze Superintendências Regionais de Educação ganharam um selo de reconhecimento durante a cerimônia que marcou a primeira etapa de certificação do Programa Escola do Futuro. O evento celebrou um movimento de modernização que já não está apenas nos documentos oficiais, mas circulando pelas salas de aula.
Não se tratou apenas de um rito burocrático. O objetivo era mapear onde o discurso da inovação se transformou em prática real. A avaliação focou em quatro pilares: a estrutura física, o suporte digital, a formação do corpo docente e a adaptação pedagógica. Para receber a chancela, as unidades precisaram comprovar que tiraram do papel o uso de robótica, a linguagem de programação e as chamadas metodologias ativas.
O subsecretário de Estado de Planejamento e Avaliação, André Melotti Rocha, acompanhou a entrega das honrarias, junto às gerentes do Cefope, Karina Zago e Karoliny Mendes. A secretária de Estado da Educação, Andréa Guzzo Pereira, participou do momento por meio de uma mensagem gravada. O foco das falas foi um só: o protagonismo do aluno.
O que define, afinal, uma unidade como sendo do futuro? Pelos critérios aplicados nesta etapa, o espaço maker deixou de ser apenas um laboratório montado para virar o centro do pensamento crítico. Os estudantes não são mais receptores passivos. Eles ocupam espaços de criação e colaboração onde a autonomia é a regra do jogo, não a exceção.
Karina Zago observou que o evento marca o ponto de inflexão na estratégia do estado. Para ela, o reconhecimento é um reflexo do acompanhamento constante que as equipes de orientação do Cefope exercem nas pontas, garantindo que o recurso tecnológico não seja um fim em si mesmo, mas um facilitador do aprendizado. As 60 escolas premiadas agora servem como referência para o restante da rede estadual capixaba, que busca elevar o patamar de suas experiências em sala de aula.
É uma aposta alta em infraestrutura conectada com as necessidades deste século. Se a teoria propõe criatividade e pensamento analítico, o programa tenta dar o ferramental necessário para que isso se torne rotina. Com essa entrega inicial, a Secretaria da Educação sinaliza que a transformação do ambiente escolar segue um cronograma rigoroso, onde o teste de sucesso é a própria participação dos alunos nas novas dinâmicas propostas.












