O dólar comercial encerrou a quarta-feira com leve alta de 0,17%, cotado a R$ 4,921, em um dia marcado pela atuação direta do Banco Central no mercado de câmbio. Apesar de ter atingido R$ 4,93 durante o período da manhã, a moeda perdeu força ao longo da tarde, acompanhando uma melhora no apetite global por ativos de risco.
Intervenção e fatores internos
A valorização da moeda americana foi impulsionada por uma operação do Banco Central, que vendeu 500 milhões de dólares em contratos de swap cambial reverso. Na prática, essa manobra funciona como uma compra de dólares no mercado futuro. Analistas explicam que a autoridade monetária aproveitou o patamar mais baixo da cotação para reduzir o estoque de operações cambiais, que hoje é composto majoritariamente por swaps tradicionais.
Embora o dólar tenha subido no dia, o cenário acumulado mostra resiliência da moeda brasileira, com queda de 0,63% na semana e um recuo expressivo de 10,34% ao longo de 2024. A pressão sobre o câmbio também foi influenciada pela queda acentuada do petróleo, commodity que costuma favorecer o real quando apresenta valorização no mercado internacional.
Desempenho da bolsa e impacto do petróleo
O Ibovespa registrou sua segunda alta consecutiva, subindo 0,50% e fechando aos 187.690 pontos. O movimento acompanhou o otimismo das bolsas de Nova York, onde o S&P 500 e o Nasdaq atingiram novos recordes. O volume financeiro na B3 alcançou R$ 29,2 bilhões, impulsionado principalmente pelo setor de mineração e empresas de consumo.
Em contrapartida, as ações da Petrobras sofreram quedas significativas, com os papéis ordinários recuando 3,77% e os preferenciais baixando 2,86%. Esse movimento refletiu a desvalorização do petróleo no mercado externo, onde o barril do tipo Brent caiu 7,83%, cotado a 101,27 dólares, enquanto o WTI recuou 7,03%, para 95,08 dólares.
Alívio nas tensões geopolíticas
A queda expressiva nos preços do petróleo foi motivada por sinais de redução nas tensões no Oriente Médio. O Irã sinalizou que o Estreito de Ormuz permanece aberto para a navegação, enquanto o governo dos Estados Unidos relatou avanços significativos nas negociações com o país. Essa sinalização diminuiu o prêmio de risco sobre a commodity, embora o mercado mantenha cautela diante da possibilidade de novos impactos na economia global causados pela instabilidade na região.











