Brasília (DF) – O comércio varejista brasileiro registrou em março uma alta de 0,5% frente a fevereiro, consolidando o terceiro mês consecutivo de crescimento. Com esse desempenho, o setor alcançou seu maior patamar histórico, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio divulgada nesta quarta-feira (13) pelo IBGE. Na comparação anual, o avanço é de 4%, enquanto o acumulado de 12 meses aponta uma expansão de 1,8%.
A valorização do real frente à moeda americana foi um motor decisivo para os números. O setor de equipamentos de escritório, informática e comunicação disparou 5,7%, puxado pelo barateamento de itens importados. “As empresas aproveitam a queda do dólar para recompor estoques e realizar promoções”, explica o analista da pesquisa, Cristiano Santos, ao notar que o câmbio médio recuou de R$ 5,75 no ano anterior para R$ 5,23 em março.
Dinâmica do consumo e desafios
Nem todos os segmentos, porém, seguiram a mesma trilha. O grupo de hiper e supermercados — que detém o maior peso no varejo — recuou 1,4%, pressionado pela inflação que inibiu o consumo de alimentos e bebidas. Mesmo assim, o especialista descarta uma tendência de queda, lembrando que a atividade vinha de resultados positivos nos meses anteriores.
Já no setor de combustíveis e lubrificantes, a demanda mostrou resiliência ao crescer 2,9%, ignorando a pressão dos preços globais derivados das tensões no Oriente Médio. O resultado foi um salto de 11,4% na receita dessa categoria. O comércio varejista ampliado, que engloba também atacado e veículos, acompanhou o otimismo com uma alta mensal de 0,3%.












