Serra (ES) – Marcelo da Cruz Silva e Edivan Felipe de Assis, dois pedreiros que seguiam para o trabalho, foram mortos durante uma operação da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro na manhã desta quarta-feira (27). O episódio aconteceu no Jardim Catarina, em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro.
De acordo com a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, informações reunidas até o momento indicam que os trabalhadores foram confundidos com criminosos enquanto carregavam ferramentas de trabalho e marmitas. A comissão classificou o caso como grave e defendeu uma apuração detalhada.
A deputada Dani Monteiro, presidente da Comissão, afirmou que o ocorrido “exige investigação rigorosa, perícia técnica imediata e divulgação das imagens das câmeras corporais dos agentes envolvidos”. Ela também disse ser inadmissível que pessoas que saem para garantir o sustento das famílias sejam mortas pelo Estado.
As vítimas foram identificadas como Marcelo da Cruz Silva e Edivan Felipe de Assis. A Comissão declarou solidariedade aos familiares e comunicou que vai acompanhar o andamento das investigações.
Em nota, a Polícia Militar informou que pretende “averiguar todas as circunstâncias na qual policiais atingiram dois homens em uma motocicleta”. A corporação lamentou a morte de Marcelo da Cruz Silva e de Edivan Felipe de Assis e afirmou que busca transparência, afirmando que vai colaborar integralmente com a apuração.
O local do fato foi isolado e a Polícia Civil também atua no caso. A apuração está a cargo da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG). Segundo a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, policiais militares envolvidos na ocorrência e testemunhas já começaram a ser ouvidos na delegacia. As armas dos agentes foram apreendidas para confronto balístico.
A Polícia Civil informou ainda que a corporação militar requisitou imagens das câmeras corporais e realizou perícia no local. Os corpos das vítimas foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML), onde passarão por exame pericial.
No fim da manhã, parentes das vítimas e moradores da localidade tentaram interditar um trecho da BR-101 próximo ao Jardim Catarina, como forma de protesto. A manifestação foi dispersada por agentes da própria PM, que utilizaram spray de pimenta e balas de borracha.









