Colatina (ES) – A Polícia Civil do Espírito Santo promove neste sábado, dia 16, a sexta etapa do ano do Projeto Recupera. A iniciativa, conduzida pela Superintendência de Polícia Regional Metropolitana, foca na identificação e na entrega de aparelhos que foram subtraídos ou perdidos pelos seus donos. Desta vez, a operação mobiliza 715 intimações, sendo que 50 desses aparelhos estão prontos para retornar às mãos de seus verdadeiros proprietários.
Desde que saiu do papel em julho de 2024, o projeto já alcançou a marca de 1.302 dispositivos recuperados. Somente nos primeiros meses deste ano, 242 celulares foram retirados de circulação irregular. Mais do que devolver o bem, a ação atua diretamente no combate à receptação, já que rastrear o destino desses aparelhos desarticula uma cadeia logística essencial para o crime.
Como identificar uma intimação legítima
Muitos cidadãos ficam apreensivos ao receberem uma notificação via WhatsApp. A Polícia Civil esclarece que a comunicação ocorre exclusivamente pelo número (27) 3636-1236, que pertence ao Governo do Estado. A mensagem traz dados precisos, incluindo o nome do intimado, o endereço da unidade policial, além de uma data e horário agendados para o comparecimento.
Ao se apresentar na delegacia, o cidadão precisa portar um documento oficial com foto. Se o aparelho foi comprado em uma loja, é indispensável levar a nota fiscal, conversas de negociação ou o anúncio original. Essa cautela protege o comprador de boa-fé, evitando que ele seja responsabilizado criminalmente por receptação, e garante que a situação seja esclarecida com transparência. A falta de comparecimento, por outro lado, pode gerar implicações legais para quem ignora a convocação.
O papel estratégico do IMEI
O número de identificação internacional do aparelho, o chamado IMEI, funciona como o chassi de um veículo. Localizá-lo é simples: basta digitar *#06# no teclado do telefone para que o código apareça na tela. A recomendação dos investigadores é que o usuário anote esse número e guarde em um local seguro, fora do próprio dispositivo, como em um e-mail ou documento físico. Essa sequência numérica é o que permite o bloqueio imediato e a localização do aparelho pelas forças de segurança após um furto ou roubo.
Segurança e transparência no processo
O delegado Ícaro Ruginski, superintendente da região, reforça um ponto crucial: a Polícia Civil não cobra qualquer tipo de taxa ou depósito para realizar a entrega de um celular recuperado. O cidadão deve ficar atento a possíveis golpes. A corporação não autoriza o recolhimento dos aparelhos por terceiros, como motoristas de aplicativo ou motoboys, nem solicita que a entrega ocorra em locais que não sejam as unidades policiais oficiais.
Caso surja qualquer dúvida, a orientação é buscar os canais oficiais. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, na sede da Superintendência, situada na Avenida Nossa Senhora da Penha, número 2.290, em Vitória. Informações também podem ser obtidas pelo site oficial da Polícia Civil ou pelo telefone (27) 3198-5869.













