São Paulo (SP) – O cenário internacional dita o ritmo dos mercados financeiros e provoca uma reviravolta nas cotações locais. A moeda norte-americana encerrou as negociações desta quarta-feira (4) cotada a R$ 5,451, registrando um recuo de 0,64% em relação ao fechamento anterior. Esse movimento de baixa refletiu diretamente o enfraquecimento global da divisa dos Estados Unidos, impulsionado pelo desdobramento das eleições de meio de mandato naquele país, onde o partido democrata garantiu o controle do Senado e da Câmara dos Deputados.
Com o resultado das urnas norte-americanas, investidores reduziram o temor em torno de guinadas abruptas na rota econômica de Washington. A retração nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano abriu espaço para a valorização de ativos em economias emergentes. No mercado brasileiro, no entanto, a trajetória de queda encontrou barreiras. A cautela em torno do cenário fiscal e as dúvidas sobre os rumos da economia no próximo governo limitaram a apreciação do real ao longo da sessão.
Durante o período de negócios, a cotação da moeda americana oscilou e atingiu o pico de R$ 5,498 por volta das 13h30, antes de perder força e se consolidar em patamar negativo durante a tarde. Paralelamente, o mercado acionário brasileiro encontrou alívio após uma sequência desfavorável. O principal índice da bolsa de valores brasileira avançou 1,23%, alcançando 167.563,47 pontos e quebrando uma série de seis pregões seguidos no vermelho. No melhor momento do dia, pouco antes das 14h, o indicador chegou a tocar 167.986,37 pontos.
O clima externo mais propício para ativos de risco beneficiou diretamente os papéis do setor bancário, os ativos da Vale e outras companhias altamente correlacionadas às variações dos juros. Em sentido oposto, a Petrobras registrou perdas expressivas nas negociações. As ações da estatal sentiram o impacto direto do tombo nas cotações do petróleo no exterior. O contrato do Brent para janeiro sofreu retração de 8,67%, fechando cotado a US$ 94,62 por barril.
As negociações na praça brasileira foram encerradas antes que o Banco Central tornasse pública a decisão do Comitê de Política Monetária sobre a taxa Selic. Grande parte dos operadores mantinha a expectativa de que o patamar dos juros básicos seria mantido em 13,75% ao ano. No câmbio global, o índice DXY registrou queda de 0,2%, atingindo 101,520 pontos, enquanto o dólar à vista brasileiro fechou o dia em baixa após registrar alta nos três pregões antecedentes.












