São Paulo (SP) – O mercado financeiro brasileiro registrou um dia de descompressão nesta terça-feira, com o dólar à vista encerrando a sessão cotado a R$ 5,089, um recuo de 0,79%. Este é o menor valor de fechamento da moeda americana desde o dia 7 de agosto, quando foi negociada a R$ 5,084. Ao longo do pregão, a divisa oscilou entre a máxima de R$ 5,128 e a mínima de R$ 5,071, refletindo ajustes locais e o comportamento do dólar frente a outras moedas de países emergentes.
Com esse resultado, a moeda americana amplia sua desvalorização no ano, acumulando uma queda de 7,28% em 2026. Após uma alta de 2,16% registrada em agosto, o cenário de setembro apresenta um movimento inverso, com o dólar acumulando baixa de 1,82% nos cinco primeiros pregões do mês.
Na B3, o otimismo também se refletiu no Ibovespa, que fechou em alta de 1,20%, aos 187.366,84 pontos. Este patamar não era alcançado desde 4 de maio. O índice chegou a tocar a marca de 189.487,70 pontos no decorrer do dia, sustentado por um volume financeiro de R$ 29,76 bilhões. Dados da bolsa indicam que o fluxo de capital estrangeiro segue positivo, com um saldo de entrada líquida de R$ 3,9 bilhões apenas nos três primeiros pregões de setembro.
As ações da Petrobras tiveram papel central no desempenho positivo da bolsa, acompanhando a valorização da commodity no mercado externo. Os papéis preferenciais da estatal subiram 2,08%, enquanto os ordinários registraram ganho de 2,36%. A alta das ações está diretamente ligada ao aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, que impulsionaram o preço do petróleo.
O barril do tipo Brent, referência internacional, fechou em US$ 97,92, alta de 0,9%, atingindo o maior nível desde 23 de julho. Já o petróleo tipo WTI, referência nos Estados Unidos, subiu 1,7%, alcançando US$ 93,03, o maior fechamento desde junho. O movimento foi desencadeado por ataques contra instalações energéticas no sul da Arábia Saudita, gerando temores sobre a estabilidade do abastecimento global.
A preocupação central dos investidores recai sobre o Estreito de Ormuz, por onde transita historicamente cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo. Apesar da escalada de preços, os contratos futuros reduziram parte do fôlego ao longo do dia, devido ao receio de que combustíveis mais caros possam pressionar a inflação global, afetar a trajetória dos juros e comprometer o crescimento econômico mundial.












