Evian-les-Bains, França – O presidente brasileiro chegou à Suíça nesta segunda-feira (15). O desembarque marca o início de uma agenda intensa nas proximidades de Evian-les-Bains, na França, onde ocorre o encontro do G7. Esta é a décima vez que o chefe do Executivo do Brasil marca presença no grupo como convidado especial.
O cronograma do primeiro dia já foi movimentado. Em Genebra, ele manteve conversas com Guy Parmelin, presidente suíço. A proximidade geográfica entre o centro financeiro suíço e a sede do evento francês facilita o trânsito diplomático entre os compromissos oficiais.
O foco das discussões começa a ganhar corpo já nesta terça-feira (16). Estão na mesa debates sobre parcerias internacionais com as potências do bloco — Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O ritmo segue acelerado na quarta-feira (17), quando o crescimento econômico pauta os diálogos. É nesta sessão que o governo brasileiro pretende reforçar o discurso pela necessidade de uma reforma nas instituições de governança global.
Ainda na quarta, a inteligência artificial ganha espaço durante um almoço de trabalho. Outro ponto nevrálgico envolve a exploração de minerais críticos. A posição do Brasil é clara: o país busca garantir que a agregação de valor ocorra diretamente nos locais de extração. O interesse é estratégico, já que os Estados Unidos buscam contornar a hegemonia chinesa no setor. A intenção de Washington, ao articular uma regulação de preços no Ocidente, é diminuir a dependência de Pequim, que hoje exerce forte influência sobre o mercado mundial.
No campo das relações bilaterais, a agenda está recheada. Estão confirmados diálogos com o presidente francês, Emmanuel Macron, e com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi. O governo brasileiro mantém, ainda, o interesse em negociar com os Estados Unidos, embora um encontro com Donald Trump não esteja garantido no momento. O objetivo principal é tentar reverter a imposição de novas tarifas norte-americanas que impactam diretamente os produtos nacionais.
A tensão geopolítica global também ecoa pelos corredores do evento. Líderes presentes buscam respostas sobre o recente acordo que visa encerrar o conflito entre Estados Unidos e Irã. O interesse recai sobre os desdobramentos para o programa nuclear iraniano e a eventual normalização da navegação no Estreito de Ormuz.
Além do Brasil, o G7 ampliou o círculo de convidados desta edição, que conta com representantes da Índia, Quênia, Coreia do Sul e Egito. A presença brasileira coloca o país novamente no centro das negociações sobre as novas regras do jogo econômico internacional.












