Ottawa, Canadá – A preparação da seleção de Gana para o confronto da próxima quarta-feira, dia 17, sofreu um baque inesperado. O meio-campista Thomas Partey, peça fundamental no esquema tático da equipe, não conseguiu a autorização necessária para entrar no Canadá e está oficialmente fora da partida contra o Panamá. A decisão administrativa frustra os planos da comissão técnica ganense justamente em um momento crucial da disputa.
O jogador, que atualmente defende as cores do Villarreal, enfrenta um imbróglio jurídico complexo no Reino Unido. Partey é investigado sob acusações de estupro e agressão sexual, processos que ele nega categoricamente. Esse histórico criminal, embora o atleta sustente sua inocência diante das autoridades, serviu como base para que as autoridades canadenses barrassem sua entrada no território nacional.
A FIFA posicionou-se sobre o caso através de uma nota breve. A entidade ratificou o desfalque do atleta ganense, mas resguardou-se ao evitar qualquer tipo de atrito diplomático ou ingerência nas políticas migratórias das nações que hospedam os jogos. A postura, no entanto, coloca o presidente Gianni Infantino em uma posição desconfortável.
Nos bastidores, o dirigente é pressionado por críticas crescentes. O episódio envolvendo o volante de Gana não é isolado; a gestão de Infantino tem sido questionada por uma série de restrições de imigração que impediram a chegada de jogadores, torcedores e até mesmo membros da arbitragem aos países-sede. A cada novo bloqueio, o debate sobre a autonomia dos organizadores frente às leis locais ganha novos contornos, transformando questões burocráticas em obstáculos diretos ao andamento do torneio.










