Venda Nova do Imigrante (ES) – O Estreito de Ormuz, artéria vital por onde escoa boa parte do petróleo e do gás consumidos globalmente, prepara-se para retomar sua normalidade. No último domingo, o anúncio de um pacto entre Washington e Teerã acenou com o fim das tensões que mantinham o mundo em alerta. A notícia não apenas sugere o término das hostilidades, mas também causou uma reação em cadeia nas bolsas de valores asiáticas, que abriram o pregão em alta, enquanto as cotações do barril de petróleo ensaiaram um recuo.
Este entendimento marca o desenlace político mais significativo desde que os ataques coordenados por Estados Unidos e Israel atingiram solo iraniano em fevereiro. Aquela ofensiva não apenas ceifou milhares de vidas, como também gerou um efeito dominó de insegurança energética que perdurou por meses. Agora, o tom muda. Donald Trump assegurou que o trato está fechado, após o aval definitivo trazido pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, que conduziu as tratativas nos bastidores.
A caligrafia final do memorando está agendada para a próxima sexta-feira, em solo suíço. Até lá, o terreno começa a ser preparado no Oriente Médio. O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã declarou o encerramento das operações militares em todas as frentes a partir desta segunda-feira. O governo iraniano também já delineou suas próximas intenções: quer utilizar um cessar-fogo de dois meses para pavimentar o caminho de uma negociação mais robusta, focada no alívio das sanções econômicas que sufocam sua economia.
Nem todas as feridas, contudo, cicatrizam com o mesmo imediatismo. O polêmico programa nuclear iraniano, um nó górdio que opõe o regime de Teerã às potências ocidentais há anos, permanece fora do escopo imediato, guardado para rodadas futuras que prometem ser exaustivas.
Enquanto o cenário com o Irã aponta para um arrefecimento, a situação em Israel segue por um caminho distinto. O ministro da Defesa, Israel Katz, comunicou que as forças militares permanecerão posicionadas em pontos estratégicos no Líbano, na Síria e na Faixa de Gaza por um período indeterminado. A justificativa oficial é manter a integridade das fronteiras e a proteção dos assentamentos israelenses, indicando que, mesmo com o acerto entre Washington e Teerã, a volatilidade regional ainda guarda capítulos complexos pela frente.










