Rio de Janeiro (RJ) – O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) oficializou, durante sessão plenária realizada nesta quinta-feira (15), a necessidade de apoio das Forças Armadas para o pleito de 25 de outubro. A decisão busca repetir a estratégia de segurança adotada logo na primeira etapa das eleições, quando militares já haviam atuado no território fluminense para assegurar a normalidade do processo.
O pedido será submetido agora à análise do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Se a corte superior der o aval, a requisição seguirá diretamente para o Ministério da Defesa. O governo estadual já manifestou suporte à iniciativa, reconhecendo a complexidade logística e de segurança envolvida na operação.
O presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, foi o responsável por sustentar a manutenção da presença federal. Em seu voto, o magistrado argumentou que as razões que fundamentaram o suporte na fase anterior permanecem presentes, sem alterações significativas no panorama de segurança pública do estado.
O desembargador destacou um ponto crítico: a existência de facções criminosas e grupos de milícia que mantêm controle territorial armado em grandes parcelas da Região Metropolitana. Segundo Tavares, essa realidade representa uma ameaça grave ao livre exercício do voto, colocando em risco não apenas os eleitores, mas também servidores, mesários e magistrados envolvidos na condução da votação.
A operação contará com efetivos do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. O papel dos militares será de suporte logístico, auxiliando na distribuição das urnas eletrônicas e no patrulhamento ostensivo em 15 municípios estratégicos, que incluem o Rio de Janeiro, Belford Roxo, Duque de Caxias, Japeri, Mesquita, Nova Iguaçu, Nilópolis, Queimados, São João de Meriti, Seropédica, Itaguaí, São Gonçalo, Itaboraí, Magé e Niterói.
É importante ressaltar que o foco da escolha nas urnas para os eleitores fluminenses no dia 25 de outubro será exclusivamente a Presidência da República. A disputa estadual no Rio de Janeiro foi definida ainda no primeiro turno, após o processo de retotalização dos votos confirmar a vitória de Douglas Ruas, do PL.













