Brasília (DF) – O plano de governo de Leonardo Avalanche, candidato do PRTB à Presidência, aposta em uma plataforma centrada na modernização econômica e na digitalização de serviços públicos. Sob o conceito de reconstrução nacional, a proposta busca converter o ambiente brasileiro em uma economia produtiva com foco no empreendedorismo. Entre as medidas centrais, destaca-se a promessa de zerar a fila de espera do Sistema Único de Saúde, utilizando mutirões de atendimento, telemedicina e a ocupação de leitos ociosos em hospitais privados.
Na seara econômica, o documento defende uma mudança drástica no sistema tributário. O candidato propõe a fusão de diversos tributos atuais — como ICMS, ISS, IPI, PIS, Cofins, IRPJ, CSLL e contribuições previdenciárias — em um único imposto com alíquota fixa de 3,5%. Para motoristas de aplicativo, o programa prevê linhas de financiamento facilitadas, isenção de impostos sobre veículos e a criação de pontos de apoio, além de buscar negociar uma taxa de serviço das plataformas limitada a 3,5%.
Uma medida inusitada do plano é a distribuição de smartphones de última geração, equipados com um ano de internet gratuita, para brasileiros que concluírem cursos de empreendedorismo do governo. A fonte de custeio para essa iniciativa seria a verba atualmente destinada à publicidade federal. Em relação ao IPVA, a proposta estipula uma taxa mensal fixa de R$ 50 para todos os veículos, garantindo isenção total aos caminhoneiros.
A tecnologia aparece como espinha dorsal das políticas de segurança e educação. Avalanche sugere o monitoramento por câmeras com reconhecimento facial e a criação de um Sistema Único Nacional de Segurança. No ensino, a inteligência artificial seria empregada para personalizar o ritmo de aprendizado de cada aluno, com currículo voltado à educação financeira e tecnológica desde o nível fundamental. O candidato também apoia a regulamentação do ensino domiciliar, o homeschooling, e a criação do programa Abraço Azul para o atendimento especializado a crianças autistas.
Para o setor produtivo, a estratégia envolve incentivos fiscais e desoneração para a indústria e o agronegócio. O plano cita a prioridade no beneficiamento mineral de nióbio e terras raras, além do fomento à produção nacional de veículos e autopeças. No campo da infraestrutura, a proposta é expandir a malha ferroviária sob gestão privada e ampliar o uso de hidrovias. O orçamento para pesquisa científica, através da recomposição dos fundos Capes e CNPq, é apontado como motor para transformar o país em um polo tecnológico global.
Quanto à proteção social, o programa estabelece tolerância zero para casos de violência doméstica e feminicídio, com promessa de fiscalização rigorosa de medidas protetivas. Para combater a exploração sexual infantil no ambiente digital, o candidato pretende implementar um sistema de identificação ativa de imagens abusivas na rede, sob pena de multas severas e remoção de plataformas. O plano ainda prevê a monitoração em tempo real do desmatamento e do garimpo na Amazônia por meio de drones de vigilância.











