Brasília (DF) – A corrida pelo Palácio do Planalto ganhou novos contornos nesta quarta-feira (14), com os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro desdobrando estratégias distintas para o segundo turno da eleição presidencial. Enquanto a quarta-feira foi marcada por acenos ao eleitorado religioso e acompanhamento de pautas legislativas na agenda do petista, o representante do PL desembarcou na região Sul com promessas de endurecimento penal e recuperação urbana.
No centro das movimentações de Lula esteve a divulgação de uma carta aberta direcionada à comunidade evangélica, material assinado pela Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito. No documento, o atual chefe do Executivo afirmou ter administrado o país em três mandatos amparado por proteção divina. O texto também trouxe críticas veladas a opositores, contrapondo ações práticas a discursos que classificou como vazios.
Entre as iniciativas mencionadas na correspondência para atrair esse segmento do eleitorado figuram o combate às casas de apostas virtuais, conhecidas como bets, medidas de proteção às mulheres e o apoio governamental à transição para a escala de trabalho 5×2. Ao final da mensagem, o candidato pediu que os fiéis utilizem o discernimento espiritual no momento de definir o voto nas urnas. Horas mais tarde, o presidente acompanhou de sua residência a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) voltada ao fim da escala 6×1, tema que integrava suas bandeiras recentes.
Enquanto isso, a agenda de Flávio Bolsonaro teve como ponto de partida a confirmação de sua presença no debate televisivo marcado para o próximo domingo (18) na TV Bandeirantes, após um período de incertezas sobre o comparecimento. O postulante do PL passou o dia em Porto Alegre, onde conversou com eleitores no centro e detalhou plataformas voltadas à educação e à segurança pública.
Durante ato público na capital gaúcha, o candidato prometeu classificar o tráfico de drogas como narcoterrorismo logo no início de um eventual mandato a partir de janeiro. Em visita ao bairro Sarandi, na zona norte porto-alegrense, severamente afetado pelas enchentes de 2024, o parlamentar prometeu retornar ao lado do pai, Jair Bolsonaro — atualmente em prisão domiciliar após condenação por tentativa de golpe de Estado —, para inaugurar obras de reconstrução na área que, segundo ele, teria sido negligenciada pela administração federal.










