Brasília (DF) – O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, reiterou neste domingo (9) a robustez e a segurança do modelo de votação brasileiro. O magistrado discursou durante a Corrida pela Democracia, organizada pela corte no Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Brasília. A iniciativa marcou o ponto final da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, uma mobilização de sete dias voltada a estreitar os laços entre a Justiça Eleitoral e o eleitorado.
Ao longo da última semana, um esforço coordenado envolveu o TSE e todos os 27 Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) na missão de desmistificar o funcionamento interno dos equipamentos. Segundo Nunes Marques, o objetivo central foi oferecer transparência radical sobre o trajeto do voto, desde o momento em que o eleitor digita sua escolha até a consolidação do resultado final. O magistrado destacou que as urnas foram expostas, abertas e desmontadas publicamente em diferentes estados, permitindo que a população observasse de perto os componentes do hardware.
A estratégia de aproximação não se limitou ao desmonte dos equipamentos. O roteiro incluiu simulações de votação em locais de grande circulação, como shopping centers e escolas públicas, além de participações em eventos de tecnologia, como a Rio Innovation Week. O Museu do Voto também foi aberto para visitações, enquanto campanhas de acessibilidade e o combate sistemático à desinformação compuseram o leque de ações pedagógicas da Justiça Eleitoral.
O empenho em validar o processo ocorre em meio a uma postura firme da presidência do tribunal. Dias antes, ao retomar as sessões presenciais da corte, Nunes Marques já havia rotulado a urna eletrônica como um patrimônio democrático do país. Esse tom de defesa institucional foi reforçado na última sexta-feira (7) com a criação do Conselho Consultivo sobre Integridade Informacional. O novo órgão tem como missão assessorar o presidente do tribunal no monitoramento de riscos associados ao uso indevido de inteligência artificial e à propagação de notícias falsas que possam afetar a normalidade das eleições.
O calendário eleitoral segue rigorosamente o previsto para o pleito. No dia 4 de outubro, os brasileiros voltam às urnas para a escolha de deputados federais, estaduais e distritais, além de governadores, senadores e o presidente da República. Caso nenhum dos candidatos aos executivos estaduais ou ao cargo presidencial atinja a maioria absoluta dos votos válidos — descontando-se brancos e nulos —, o segundo turno será realizado no dia 25 de outubro.










