Cachoeiro do Itapemirim (ES) – As forças de segurança do Rio de Janeiro retiraram de circulação 4.308 armas de fogo entre janeiro e agosto de 2026. O balanço, divulgado nesta quarta-feira (16), representa uma elevação de 10,3% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Somente no mês de agosto, o estado registrou 537 apreensões, um crescimento de 19,1% frente ao índice observado no mesmo mês em 2025.
O arsenal classificado como armamento de guerra também teve presença expressiva nas estatísticas. Foram confiscados 595 fuzis no acumulado dos oito meses iniciais do ano, um aumento de 15,3%. Isoladamente, agosto foi ainda mais intenso para essa categoria, com 93 fuzis apreendidos, o que corresponde a uma escalada de 55% em relação ao oitavo mês do ciclo passado.
Enquanto a apreensão de armamentos cresceu, o quadro dos crimes contra o patrimônio apresentou comportamento distinto. O total de ocorrências envolvendo roubos de aparelhos celulares, assaltos a coletivos e investidas contra transeuntes somou 32.260 casos de janeiro a agosto de 2026. O número reflete uma retração de 19,8% no acumulado anual e de 14,6% ao comparar apenas o mês de agosto com igual período do ano anterior.
A dinâmica dos roubos de veículos seguiu uma trajetória de altos e baixos. Nos oito meses iniciais de 2026, foram contabilizados 16.310 roubos, um acréscimo de 6,3% na métrica acumulada. Entretanto, ao isolar os dados de agosto, nota-se uma queda de 17,9% na frequência desses crimes, totalizando 1.484 registros no período.
No campo dos indicadores de letalidade violenta — que agrupa homicídios dolosos, lesões seguidas de morte, feminicídios, latrocínios e mortes por intervenção de agentes do Estado — foram contabilizadas 2.398 vítimas até agosto. Esse montante indica uma redução de 4,4% na comparação com o mesmo intervalo de 2025. Contudo, ao analisar especificamente o mês de agosto, o índice de letalidade total subiu 3%, com 305 vítimas registradas.
As mortes decorrentes de intervenções de agentes do Estado tiveram peso significativo na estatística de agosto, com 66 ocorrências, representando uma alta de 50% frente a agosto de 2025. Ao considerar o acumulado do ano até o momento, o estado totalizou 461 mortes sob essa mesma circunstância.












