Nova Jersey, Estados Unidos – O cenário no MetLife Stadium, em Nova Jersey, estava longe do planejado para a estreia da Seleção Brasileira neste sábado (13). Após o empate em 1 a 1 contra Marrocos, o clima no vestiário era de autocrítica. Vinícius Júnior, autor do único gol brasileiro e eleito o melhor em campo pela Fifa, não escondeu a insatisfação com a exibição do time.
A partida começou com um susto que desenhou o restante do confronto. Aos 20 minutos, Ismael Saibari anotou um golaço por cobertura, deixando a defesa brasileira em evidência e obrigando a equipe a sair de sua zona de conforto precocemente. O camisa 7 brasileiro conseguiu empatar dez minutos depois, aproveitando um passe de Bruno Guimarães, mas o ímpeto não foi suficiente para virar o placar.
Para o atacante, o nervosismo da estreia pesou, embora ele tenha feito questão de reconhecer o mérito da seleção africana. “É o jogo mais difícil, onde a adaptação precisa ser imediata”, comentou durante a coletiva pós-jogo. Ele ponderou que, para alcançar o título, o grupo precisará aprender a lidar com o sofrimento e com a necessidade de reverter desvantagens no placar ao longo da competição.
Quando instigado a comentar sobre as opções táticas e a formação do elenco, Vinícius preferiu blindar o vestiário. Evitou polêmicas sobre as escolhas de escalação e destacou que a chave para o sucesso será a convivência entre a experiência dos veteranos e a energia dos mais novos. “Vamos precisar de todos os 26 atletas”, pontuou, reforçando a ideia de um grupo unido diante das limitações apresentadas na estreia.
O foco agora se desloca para a Filadélfia. A Seleção Brasileira retorna ao gramado na próxima terça-feira (19), às 21h30, no Lincoln Financial Field. O desafio será contra o Haiti, em um confronto que pode definir o ritmo da equipe no Grupo C. A chave da competição, que também tem México e Canadá como sedes, exige uma resposta imediata dos brasileiros para evitar mais tropeços nesta fase inicial.





