México, México – A bola começou a rolar nesta quinta-feira (11) no México, dando o pontapé inicial em uma maratona de 104 partidas que deve movimentar o calendário esportivo até a grande final, em 19 de julho. Enquanto os atletas medem forças dentro das quatro linhas, um trio de mascotes disputa a atenção do público nos arredores dos estádios e nas prateleiras das lojas: o alce Maple, a onça-pintada Zayu e a águia-careca Clutch.
Desenvolvidos para representar as três nações anfitriãs desta edição, os personagens carregam elementos da identidade cultural de seus países. O alce Maple, trajado com as cores canadenses, faz alusão à folha que estampa a bandeira nacional. Zayu, a onça-pintada mexicana, traz a agilidade necessária para o papel de atacante no campo lúdico da Fifa, enquanto Clutch, uma águia-careca, assume a função de meio-campista estratégica para o time norte-americano.
A escolha dos animais vai além do marketing. Zayu, habitante das selvas do sul do México, é uma espécie que enfrenta desafios de conservação, embora programas de monitoramento indiquem uma reação recente em sua população. Já Clutch, ave sagrada em tradições indígenas, é o símbolo de uma vitória ambiental: após décadas sob ameaça de extinção, viu sua sobrevivência garantida graças à proibição de pesticidas tóxicos que dizimavam a espécie.
Essa relação entre mascotes e realidade ambiental traz à tona lembranças de edições passadas. Em 2014, o Brasil apresentou ao mundo o tatu-bola Fuleco. Diferente das mascotes atuais, o destino do Fuleco segue preocupante em solo brasileiro. O mamífero foi reclassificado para a categoria “em perigo” na lista oficial da fauna. O desmatamento e a caça impõem obstáculos severos, embora medidas como a recente expansão do Parque Nacional da Serra das Confusões, no Piauí, tentem frear a perda de seu habitat natural.
Desde a estreia do leão Willie, em 1966, a função das mascotes evoluiu de um simples ícone promocional para uma ponte entre a cultura local e os fãs do esporte. O desafio, agora, é manter esse engajamento vivo até o apito final.
O foco das atenções no Brasil se volta para o próximo sábado (13). Às 19h (horário de Brasília), a seleção brasileira encara o Marrocos no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O confronto faz parte do Grupo C, uma chave que ainda conta com as participações de Haiti e Escócia, na expectativa pelo desempenho das equipes neste início de torneio.









