Colatina (ES) – O Parque Olímpico da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, foi o palco da confirmação: o Brasil estará presente no Campeonato Mundial de ginástica artística, que acontece entre 17 e 25 de outubro em Roterdã, na Holanda. As seleções garantiram a classificação através do desempenho no Campeonato Pan-Americano, evento que se estende até domingo (21).
A competição marcou o retorno de Rebeca Andrade aos tablados após um hiato de 20 meses. A campeã olímpica, dona de um currículo vitorioso em Tóquio e Paris, mostrou que o ritmo segue afiado. Com média de 14.459 pontos, ela garantiu a melhor nota no salto e assegurou lugar na final do aparelho, que será disputada domingo, às 9h30. Rebeca admitiu o orgulho de retomar o alto nível sem precisar recorrer, neste momento, às acrobacias de maior dificuldade.
Na disputa por equipes femininas, o Brasil somou 157.796 pontos, conquistando a medalha de prata logo atrás dos Estados Unidos, que anotaram 161.628. O Canadá completou o pódio, enquanto Argentina e México também carimbaram o passaporte para o torneio holandês. Além do coletivo, o Brasil terá presença em finais individuais, com destaque para a performance de Thais Fidélis e Julia Soares na trave.
Já o time masculino enfrentou uma jornada de maior tensão, mas atingiu o objetivo. A quarta colocação, com 234.927 pontos, foi o suficiente para assegurar a última vaga disponível para o Mundial. A equipe ficou atrás de Canadá, Colômbia e Estados Unidos. Arthur Nory, medalhista no Rio 2016, celebrou o resultado como fruto de um planejamento focado na coesão do grupo.
O cenário para a sequência da temporada é de expectativa. Além das medalhas em jogo no individual geral nesta sexta-feira (19), com atletas como Diogo Soares, Vitaliy Petrov e Caio Souza, o olhar já se volta para o futuro olímpico. O Mundial de Roterdã tem peso dobrado: as três melhores equipes de cada naipe garantem classificação direta para os Jogos de Los Angeles, em 2028.
A ginástica brasileira vive um ciclo de afirmação, impulsionado pelo bronze histórico conquistado em Paris pelo quinteto formado por Rebeca Andrade, Flávia Saraiva, Jade Barbosa, Júlia Soares e Lorrane Oliveira. Agora, o desafio é manter essa trajetória ascendente em solo europeu.









