Estados Unidos, México e Canadá – O palco está montado para o que muitos consideram o último ato de Cristiano Ronaldo em mundiais. Aos 41 anos, o atacante português lidera sua seleção no Grupo K, uma chave que coloca os lusitanos como favoritos, mas que carrega o peso do histórico de Portugal — cujo melhor desempenho na competição permanece o terceiro lugar obtido em 1966.
O torneio, que ocorre nos Estados Unidos, México e Canadá entre 11 de junho e 19 de julho, coloca sob os holofotes não apenas o camisa 7, mas um grupo talentoso sob o comando do técnico Roberto Martínez. O treinador espanhol aposta na experiência de nomes como Bruno Fernandes, do Manchester United, além da força de peças que atuam no PSG, casos de Vitinha e Nuno Mendes, para buscar uma taça inédita para o país.
A tarefa de Portugal não se resume a uma caminhada tranquila. O principal obstáculo no grupo atende pelo nome de Colômbia. O técnico argentino Néstor Lorenzo moldou um conjunto competitivo, sustentado pelo talento do atacante Luis Díaz, atualmente no Bayern de Munique, e pelo suporte de nomes como Richard Ríos, do Benfica, Jhon Arias, do Palmeiras, e o zagueiro Davinson Sánchez, do Galatasaray.
A chave reserva ainda o capítulo do Uzbequistão, seleção que debuta em mundiais. Sob a batuta de um ex-xerife das defesas, o italiano Fábio Cannavaro, o time asiático prioriza o rigor tático e a velocidade nos contra-ataques. A referência ofensiva recai sobre o centroavante Eldor Shomurodov, jogador com passagem pela Roma e hoje no Istanbul Başakşehir.
Por fim, a República Democrática do Congo retorna ao cenário global após um hiato de 52 anos. Desde a participação em 1974, quando o país ainda competia sob o nome de Zaire — incluindo o emblemático confronto contra o Brasil —, os congoleses não sabiam o que era disputar a fase final da Copa. A classificação, conquistada via repescagem, é vista como um triunfo por si só. Sob orientação do francês Sébastien Desabre, a esperança da equipe repousa no atacante Cédric Bakambu, do Betis.
Enquanto o mundo observa, a questão que paira sobre o Grupo K é se a despedida de Cristiano Ronaldo conseguirá, finalmente, superar o histórico de eliminações precoces de Portugal — como a queda nas quartas de final em 2022 — para conduzir a equipe ao topo do futebol mundial.








