Vitória (ES) – Uma mudança súbita sacudiu os bastidores do basquete nacional nesta quinta-feira (23). A Confederação Brasileira de Basquete (CBB) comunicou o desligamento da norte-americana Pokey Chatman, que encerra seu ciclo de um ano e meio à frente da seleção feminina. O movimento ocorre apenas nove dias após a divulgação da lista de convocadas para o Campeonato Sul-Americano.
Quem assume o posto é Léo Figueiró. Aos 51 anos, o treinador transita entre a comissão técnica da equipe adulta e a coordenação das categorias de base femininas, função que desempenhava desde janeiro. O novo técnico acumula passagens de destaque pelo basquete masculino, incluindo o título da Liga Sul-Americana de 2019 com o Botafogo e classificações do Vasco para a Copa Super 8 nas duas últimas temporadas.
Figueiró não é um estranho ao grupo. Em 2023, atuou como assistente de Chatman na campanha que rendeu a prata na FIBA AmeriCupW. Sua trajetória também registra colaborações importantes no masculino, como o trabalho ao lado do croata Aleksandar Petrovic durante o Pré-Olímpico de 2021 e a conquista do título sul-americano com a equipe Sub-21.
Em suas primeiras declarações como comandante, Figueiró destacou a familiaridade com o elenco e a estrutura que ajudou a moldar. “Assumir a seleção é uma honra e uma responsabilidade que recebo com humildade”, afirmou. O treinador ressaltou que conhece os desafios do cenário atual e está motivado para dar sequência ao planejamento estabelecido anteriormente.
O batismo de fogo acontece em breve. O Brasil estreia em 3 de agosto no Campeonato Sul-Americano, sediado em Zárate, na Argentina. A competição serve como etapa classificatória para a AmeriCupW de 2027, em El Salvador, distribuindo quatro vagas ao todo.
Integrando o Grupo B, a seleção brasileira terá pela frente Venezuela e Chile na fase inicial. O regulamento é direto: o líder de cada chave garante vaga automática nas semifinais, enquanto o segundo e terceiro colocados se enfrentam em um playoff de repescagem. A outra chave da competição conta com Argentina, Colômbia, Paraguai e Uruguai. Com pouco tempo para ajustes, Figueiró precisa agora consolidar o grupo rapidamente para garantir a classificação brasileira em solo argentino.












