Brasília (DF) – A Anvisa publicou nesta sexta-feira (2), no Diário Oficial da União, uma série de resoluções que determinam a retirada imediata de circulação de cosméticos e produtos de limpeza irregulares. Entre as medidas, destaca-se o recolhimento do lote 2 2511006 do Hidrafemme Gel Hidratante Intravaginal. A decisão ocorreu depois que a Helianto Farmacêutica Ltda., detentora do registro, identificou unidades à venda em plataformas online que divergiam das características originais da embalagem do dispositivo médico.
No setor de cosméticos, a agência ordenou a apreensão dos lotes 614323 e 614326 do antitranspirante Perspirex Strong. A Megalabs Farmacêutica S.A. comunicou não reconhecer a procedência desses itens, que estariam utilizando os dados cadastrais da empresa indevidamente. Como consequência, a fabricação, a importação e o uso desses produtos foram proibidos. A mesma restrição se aplica ao solvente para cola de mega hair MAV C-22 e à cola para próteses capilares GhostBond XL, fabricados por empresas desconhecidas.
A fiscalização também atingiu o mercado de saneantes. A Ramos Indústria e Comércio de Materiais de Limpeza Ltda. teve a produção e comercialização do Desincrustante Ácido DX 1:40 Mult-Cap Mult Jet e da Água Sanitária Mult Jet interrompidas, uma vez que não atendem às exigências sanitárias vigentes. Já a LGR Indústria e Comércio de Produtos de Limpeza teve suas atividades suspensas integralmente após uma inspeção realizada entre 14 e 18 de setembro detectar falhas graves no cumprimento das normas de Boas Práticas de Fabricação.
Além da suspensão da LGR, a Anvisa ordenou o recolhimento dos saneantes Medicpro Zime, Medicpro Zime Ultra e Lapzyme, fabricados pela companhia, por ausência de regularização. A lista de proibições segue com os produtos Bio Lavanda Limpador de Uso Geral Biojet e a Bio Água Sanitária Biojet, da empresa Biojet Indústria de Produtos Químicos, que também não possuem registro.
Por fim, a agência determinou a apreensão de todos os saneantes fabricados pela BR Mega Limp Ltda., reforçando a necessidade de que os consumidores verifiquem a situação sanitária dos produtos antes do uso. Em todos os casos citados, a comercialização, distribuição e divulgação dos itens permanecem vedadas em território nacional até que a situação seja regularizada junto ao órgão fiscalizador.













