Brasília (DF) – O ministro Bruno Dantas oficializou nesta segunda-feira (31) sua saída definitiva do Tribunal de Contas da União (TCU). Em um documento entregue ao presidente da Corte, Vital do Rêgo, o magistrado de 48 anos formalizou o pedido de renúncia após exercer a função de ministro por uma década, período no qual integrou o plenário da instituição desde 2014.
A decisão de encerrar a trajetória no setor público foi motivada pela busca de novos projetos profissionais na iniciativa privada. A movimentação surpreende pelo timing, uma vez que Dantas poderia permanecer no cargo até atingir os 75 anos, idade limite para a aposentadoria compulsória no tribunal. Ao comunicar seu desligamento, ele destacou o comprometimento com o qual conduziu seus deveres ao longo dos últimos dez anos.
Na carta de despedida, Dantas direcionou agradecimentos específicos aos seus pares e, com ênfase, ao corpo técnico de auditores da casa. Segundo o agora ex-ministro, a convivência com os servidores do órgão foi essencial para compreender a dimensão do serviço público, descrevendo o período como o mais intenso de sua vida pública até o momento.
A saída do integrante abre uma lacuna imediata na composição do plenário do TCU, que conta com nove assentos no total. Conforme as regras vigentes, a prerrogativa de indicar o substituto para a vaga que era ocupada por Dantas cabe ao Senado Federal. O arranjo político do tribunal mantém um equilíbrio de forças, com seis cadeiras sendo preenchidas pelo Legislativo e outras três por indicações da Presidência da República.
Dantas ocupava uma das posições destinadas ao Congresso Nacional. Agora, a articulação nos bastidores do Senado deve ganhar fôlego nas próximas semanas para definir quem será o nome escolhido para ocupar a cadeira que, até então, era de um dos ministros mais longevos da atual estrutura administrativa do órgão de controle.











