Brasília (DF) – Uma nova mobilização nacional voltada à identificação de pessoas desaparecidas começa na próxima segunda-feira, dia 24 de junho. A iniciativa, organizada pelo governo federal em parceria com as secretarias estaduais de segurança pública, disponibiliza 334 postos de atendimento espalhados pelas 27 unidades da Federação. O atendimento aos interessados segue até a sexta-feira, dia 28.
Esta é a quarta edição da campanha, desenhada para alimentar o banco de dados nacional com informações genéticas cruciais. A metodologia permite que o material coletado seja cruzado com perfis de indivíduos encontrados vivos, ou de corpos sem identificação, armazenados nas bases estaduais, distritais e nacional. A intenção é reduzir o número de casos pendentes através da ciência.
Para participar do processo, o familiar deve comparecer a um dos locais designados portando um documento de identificação pessoal. Também é indispensável apresentar os detalhes do Boletim de Ocorrência registrado no momento do desaparecimento, incluindo o número do protocolo, a delegacia responsável e o estado onde o documento foi lavrado.
A recomendação técnica da coordenação da campanha é que familiares de primeiro grau, como pais, filhos ou irmãos, busquem os pontos de coleta, uma vez que a proximidade genética facilita o sucesso dos exames. O procedimento é inteiramente gratuito e não causa dor aos doadores. A expectativa é que essa etapa alcance famílias que ainda não puderam contribuir com amostras biológicas para o banco de dados oficial.
O Ministério da Justiça reforçou que o esforço serve como uma ferramenta estratégica para a resolução de casos antigos e recentes. Em caso de qualquer compatibilidade genética identificada durante os cruzamentos, o órgão responsável entrará em contato diretamente com o familiar que forneceu o material. A logística dos pontos de coleta está estruturada para garantir o acesso da população em todas as regiões do país durante o período estipulado.













